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A prisão de Julian Assange é algo ilegal, de acordo com a decisão do painel de especialistas internacionais da ONU. O grupo de trabalho das Nações Unidas contraria o desejo das autoridades britânicas e suecas, pedindo que “se garanta a sua segurança e integridade física, facilitando o exercício do seu direito à liberdade de movimento, e inclusive que ele receba uma compensação”.

O problema é que a decisão dos especialistas da ONU não tem vínculo jurídico. As autoridades policias britânicas afirmam que nada muda, e que vão prender Assange assim que ele colocar um pé fora da embaixada do Equador em Londres, onde ele ficou refugiado nos últimos três anos.

Apesar de tecnicamente ele não ser considerado preso, já que o refúgio na sede diplomática foi algo voluntário, os especialistas da ONU consideram que Assange “foi sujeito a várias formas de privação de liberdade”, começando por sua reclusão em uma solitária durante a primeira fase de sua prisão, e pela “falta de diligência nas investigações da Suécia”.

Um juiz britânico aprovou a extradição de Snowden para a Suécia por um caso que nada tem a ver com o WikiLeaks, mas sim acusações de violência sexual. Assange foi indiciado em agosto de 2011, e depois de uma investigação, foi absolvido pouco depois. Posteriormente, quando o WikiLeaks voltou a publicar material comprometedor, a justiça sueca reabriu o caso.

Assange negou as acusações por diversas vezes, garantindo que a medida sueca tem motivações políticas, alertando que havia um jogo sujo contra ele. Seus advogados alegam que ele não terá um julgamento justo naquele país.

Dezenas de simpatizantes estão na porta da embaixada equatoriana em Londres para mostrar a sua solidariedade com Julian Assange. Não sabemos o que vai acontecer com o fundador da WikiLeaks, e essa novela toma contornos cada vez mais complexos.

Via BBC