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Com o fim da MWC 2016, uma das coisas que podemos constatar foram os produtos que desapareceram. Nesse sentido, os tablets tiveram na feira de Barcelona uma representação mínima, para não dizer nula.

Entre os grandes fabricantes, não tivemos nenhum anúncio de destaque nos tablets. Quem mais chegou perto disso foi a Huawei, com um 2 em 1 muito mais destinado a ser um computador no novo formato do que um tablet tradicional. Ainda que seja um fato que as gigantes até chegaram a mencionar esse dispositivo, Samsung, Sony, HTC ou LG não apresentaram novidades nesse sentido.

Centrados em outros dispositivos como as câmeras de 360 graus, óculos de realidade virtual ou smartphones, apenas a Lenovo e a BQ apresentaram novos tablets Android, com pouca repercussão.

Em 2010, a Apple apresentou o primeiro iPad, um produto revolucionário que abriu uma nova categoria de produtos. Rapidamente, outros fabricantes apostaram nessa iniciativa, e na época, as previsões de vendas apontavam para 6 milhões de unidades por ano. Nada desdenhável para um dispositivo recém lançado.

A partir daí, a explosão dos tablets foi evidente. Um auge que teve como ponto de inflexão no ano passado, quando os números começaram a cair. As quedas entre 10% e 20% antecediam o que estava por vir. A MWC 2016 não deixa de ser mais uma prova disso.

Mesmo assim, em 2015, foram vendidos quase 206 milhões de tablets, dos quais 50 milhões foram iPads. Colocando em perspectiva, o Microsoft Surface vendeu no mesmo período 6 milhões de unidades. Ou seja, apesar de tudo, os tablets ainda tem algum futuro diante de outras propostas. Porém, fica evidente que o boom do produto já passou, e o momento em que todos pensavam que o tablet iria desbancar o notebook ficou para trás.

Certamente o tablet não vai morrer no mercado, mas deixará de ser o negócio que foi um dia, segundo sua evolução para outros formatos, como os notebooks 2 em 1.