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Ontem foi lançado o Microsoft Surface 3, novo tablet da gigante de Redmond, que entre tantas novidades, uma mereceu destaque: a presença do Windows 8.1 no lugar do Windows RT. Isso deixa claro a morte da versão ‘capada’ do Windows, que nunca foi bem recebido do jeito que a Microsoft sonhou.

A Microsoft não comunicou publicamente a morte, mas é evidente que a versão do Windows para arquiteturas ARM foi a grande vítima do novo e ambicioso plano da empresa, onde a mensagem “One Windows” é mais clara do que nunca. O fato é que o Windows RT nunca teve uma boa acolhida. As especificações da versão específica do Windows para processadores móveis orientados para os tablets era curiosa, principalmente por conta de suas sérias limitações.

Não só no hardware, que tinha que se ajustar à rígidas restrições definidas pela Microsoft, mas também no software, que impunha o uso aos aplicativos Modern UI e limitava o catálogo disponível de forma drástica: os aplicativos padrão Win32 não funcionavam nessa versão do sistema operacional, que por sua vez ocultava quase completamente a área de trabalho tradicional.

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Tais limitações fizeram com que as vendas do Surface RT e Surface 2 (o segundo sem o RT, mas com o mesmo sistema capado) fossem um grande desastre. A Microsoft perdeu US$ 900 milhões com essa aposta, e até Steve Ballmer teve que admitir que eles fabricaram dispositivos demais nesse segmento.

Poucos foram os fabricantes que apostaram no Windows RT, e mesmo assim, apostaram muito depois da Microsoft. Em setembro de 2013, o Surface 2 só tinha como ‘companhia’ o Nokia 2520, apresentado no último Nokia World da história, onde Stephen Elop defendia uma plataforma que não tinha futuro.

Em 2014, a Microsoft promoveu mudanças radicais: a chegada de Satya Nadella resultou em ajustes em toda a estrutura da empresa, que se centrou em novos objetivos, em uma clara aposta na convergência. O Windows 10 é o resultado dessa filosofia, e sua compatibilidade com as arquiteturas ARM e x86/AMD64 fez com que o Windows RT fosse a primeira vítima das mudanças.

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O mesmo destino deve receber o Windows Phone, mas todos estamos esperando por isso nesse caso. Uma nova fase com aplicativos universais – onde desde já temos que chamar apenas e simplesmente de ‘apps’ -, que unificam o catálogo das plataformas, sem falar nas demais vantagens desse novo foco do Windows 10.

Enfim… foi bom enquanto durou, Windows RT… ou não.

Já vai tarde.