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A Nintendo anunciou várias novidades recentemente, mas todas parecem insuficientes para trazer o Wii U para o mundo da relevância, muito menos para ganhar terreno em relação à concorrência. As vendas e os lucros caíram, e fica claro que faltam jogos de peso para o console fazer barulho.

Sem jogos, não se vendem consoles. E já podemos dizer que o Wii U tem um caminho parecido com o do GameCube, se não for pior. E sim, estamos falando apenas de dados de vendas, puros e duros. O gráfico abaixo mostra a evolução de vendas ao longo das semanas do Wii U e do GameCube, e deixando de lado o primeiro mês, ao longo do tempo o console mais velho funcionou melhor no mercado.

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Um catálogo de jogos mais potente e atualizado poderia ajudar a mudar esse quadro. Porém, a Nintendo manteve um ritmo mais conservador, sem acompanhar os avanços da Microsoft e da Sony. Com o Wii original ou com as diversas versões do 3DS, tudo funcionou muito melhor.

No gráfico a seguir, podemos ver a evolução do Wii U até dezembro de 2015, onde podemos ver claramente que são os jogos que impulsionam as vendas:

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Olhando para o mercado japonês, sabemos que temos poucas unidades do Wii U nas lojas. Desde o começo de 2016, a própria Nintendo não está repondo os estoques e reduzindo os preços, com o objetivo de limpar o console do mercado. Porém, a empresa garante que não há um movimento para acelerar a morte do console. Porém, este é um claro indício que querem abrir espaço para novos consoles.

Sobre o Nintendo NX, muito se fala, mas pouco se concretiza. Não sabemos as especificações, datas de lançamento ou o formato do console, já que os japoneses podem nos surpreender com uma mescla entre portátil e desktop. Tudo indica que ele só será um produto real no final de 2016 em alguns mercados. Mas muitos esperam que na E3 2016 em junho ele será apresentado (ou pelo menos algo sobre ele será apresentado).

Esperamos que a próxima geração de consoles se revele mais rapidamente, com um melhor trabalho de marketing e com consoles mais parecidos com a concorrência. A Nintendo sabe gerenciar seus títulos, mas para jogos multiplataforma, não podem ser a pior opção. Os últimos rumores indicam que a AMD pode ser a criadora do hardware principal.

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Não podemos nos esquecer na outra aposta da Nintendo em 2016: os smartphones. Muita atenção no Miitomo, que chega agora em março, marcando o começo de uma nova estratégia na história de uma empresa conservadora com seus recursos. O jogo está em desenvolvimento em parceria com a DeNA e será free-to-play.