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O traje utilizado pelos patinadores da equipe de velocidade dos EUA nos Jogos Olímpicos de Sochi foi fabricado com tecnologia militar, e era vendido como o traje mais rápido jamais criado. Porém, o resultado na prática está sendo justamente o contrário.

Os atletas norte-americanos aponta uma falha de design no traje como o responsável pelas suas péssimas marcas. No lugar de melhorar o desempenho, o traje estaria freando a performance dos atletas. Nenhum deles reconhece publicamente o problema, mas fontes da equipe norte-americana de patinação de velocidade garantem ao Wall Street Journal que o traje tem uma falha de design.

A área de ventilação localizada nas costas do traje, pensada para dissipar o calor, na verdade deixa entrar o ar, o que freia o atleta na sua velocidade. Vários membros da equipe norte-americana devolveram o traje, pedindo modificações.

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Nenhum atleta norte-americano de velocidade ficou acima do sétimo lugar em Sochi. Ainda faltam provas concretas do problema, mas apenas para comparação simples, nos Jogos Olímpicos de Inverno 2010 em Vancouver (Canadá), essa mesma equipe conquistou quatro medalhas nas competições de velocidade.

Um dos casos mais estranhos é o de Shani Davis, favorito para a medalha de ouro, que até a produção desse post, sequer chegou ao pódio. Davis não culpou o traje publicamente, mas sim, a sua própria atuação. 

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O traje chamado Mach 39 foi desenvolvido pela Under Armour, com a ajuda da Lockhead Martin, uma das gigantes da indústria de defesa dos EUA. Eles gastaram mais de 300 horas no túnel de vento para analisar o impacto no corpo dos atletas. Como resultado, decidiram incluir pequenas saliências em locais estratégicos do traje para, na teoria, ajudar a romper o ar e melhorar a aerodinâmica. Também foram feita análises por computador das dinâmicas de fluídos para determinar o design final.

Pelo visto, no final das contas, tudo isso não serviu de nada.

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Via WSJ