3 de dezembro de 1992. Na pequena cidade de Newbury, o programador Neil Papworth enviou para o seu melhor amigo uma simpática saudação, utilizando uma nova tecnologia que ele mesmo batizou como “Short Messaging Service”. A mensagem saiude um PC e chegou ao celular de Richard Jarvis, funcionário da Vodafone.

Aquela breve comunicação, com a mensagem “Feliz Natal!” foi considerada pelo funcionário da operadora britânica uma divertida forma de comunicação interna. Com o passar do tempo, o sistema se mostrou cheio de possibilidades, e com um potencial de crescimento notável. O sistema se desenvolveu durante sete longos anos, até que finalmente o SMS foi lançado comercialmente. Hoje, estima-se que os adultos no Reino Unido enviam uma média de 133 SMSs por semana. Cada adulto.

O serviço, como você bem sabe, se tornou muito popular no tempo em que servia para as operadoras aumentarem o seu faturamento, com o volume de mensagens enviadas e recebidas. Porém, o tempo passou, a internet móvel se tornou popular, e os aplicativos de mensagens instantâneas online foram a sentença de morte para o SMS, que se tornou um produto residual em celulares tradicionais, que não contam com planos de dados. Se tornou tão trivial, que algumas operadoras oferecem o serviço de graça. Algo que poderiam ter feito lá atrás.

O SMS completa hoje 20 anos de vida, mas o seu futuro, tal como o conhecemos hoje, é bem incerto. Será que o serviço vai sobreviver para completar mais dez anos de vida? Particularmente, acho bem difícil.

Via TechCrunch