smartphones de entrada

Smartpones existem de todas as cores e formas, mas o foco sempre está nos modelos tops de linha. Vendem muito, são caros, mas ficam com boa parte das vendas do mercado de smartphones.

Para vender em quantidade, o caminho mais correto é não se centrar exclusivamente nos tops de linha e apostar nos dispositivos de entrada, que é o que a maioria dos usuários acaba procurando. Mas nem todas as marcas querem se sujeitar ao rebaixamento, e mais marcas seguem renunciando ao segmento econômico.

A Apple é o exemplo mais claro de repúdio aos modelos de entrada. Muito se especulou sobre o lançamento de um iPhone barato, mas o mais perto disso foi o iPhone SE. A empresa sabe que seus produtos despertam o desejo em muita gente, e reduzir os preços pode resultar em perda de encanto.

A Sony viveu uma fase que tinha modelos para todos os bolsos, mas hoje tem presença quase nula no segmento de entrada. No passado, lançou vários modelos, mas no final das contas esses dispositivos não funcionavam nas vendas.

Os números da divisão mobile da Sony só melhoraram quando eles centraram seus esforços na linha premium Xperia Z. Venderam menos smartphones, mas a rentabilidade por unidade crescia.

A mudança de rumo foi um acerto quando vimos que a Sony liderava o preço médio de venda e na rentabilidade por smartphone vendido entre os fabricantes de dispositivos Android.

A Huawei era outra que apostava em todas as linhas. No primeiro semestre de 2017, vendeu mais de 73 milhões de smartphones. Nada mal para os chineses. Mesmo assim, eles queriam ser mais rentáveis, e só conseguiram isso com um caminho: deixar de lado os smartphones de entrada.

O CEO da Huawei garantiu que sua marca vai se centrar nos modelos top de linha, nas séries P e Mate, deixando de lado o Huawei Y, que vendeu muito bem nos últimos anos. É uma aposta arriscada, mas que outras empresas testaram com sucesso no passado.

É claro que os usuários querem trocar de smartphone sem deixar uma montanha de dinheiro no processo. Ainda há opções mais econômicas na Samsung e LG, que parecem estar cômodos nas suas apostas pelos modelos acessíveis. Mas a tendência de êxodo das marcas que abandonam a categoria de dispositivos de entrada é algo crescente e evidente.

Mais um pouco, e só poderemos escolher as cores do nosso futuro smartphone.