vaio-windows-10-mobile

A Microsoft tem algo muito grande nas mãos: um sistema operacional como o Windows 10 Mobile, que tem a difícil missão de colocar a empresa no mapa dos sistemas operacionais móveis. O potencial existe, e as expectativas podem se justificar pela lentidão da empresa em dar passos adiante nesse projeto.

Com números de 2015 decepcionantes, a luz do fim do túnel, além de um crescimento em países como o Reino Unido, pode ser o lançamento de produtos de outros fabricantes com o Windows 10 Mobile. Tal como a VAIO fez recentemente.

 

A estratégia da Microsoft deve ser similar ao do Android

A Microsoft nunca ficou sozinha na batalha contra os demais sistemas operacionais móveis, mas também não fez muito para ajudar os seus parceiros. Vale lembrar modelos de muitos fabricantes (Samsung, Acer, LG, Lenovo…) ou as últimas incorporações da Xiaomi com suas ROMs oficiais para o MiPad 2 e para o futuro Xiaomi Mi5. Eles precisam compreender que o Android é o que é hoje porque sempre serviu bem aos seus fabricantes. Pode ser que agora as coisas estão mudando, mas seu crescimento se deu por conta de sua adoção, além do fato do sistema operacional ser suficientemente atraente.

O Windows 10 Mobile é atraente por natureza, apesar de sua loja de aplicativos ainda ser bem pobre. Se a isso somarmos o fato das atualizações atrasarem mais do que o previsto, tudo resulta em um sistema operacional pouco atraente para o público. Isso, e a variedade de modelos que é baixoa.

Mas esse último aspecto parece começar a mudar lentamente.

 

A abertura do hardware

A compatibilidade do modo Continuum com o Snapdragon 617 facilitará a expansão do Windows 10 Mobile nas mãos de terceiros, onde os fabricantes poderão oferecer ferramentas mais poderosas que a Microsoft. O VAIO Phone Biz é uma prova disso. O Funker W5.5 é outro claro exemplo.

O VAIO Phone Biz é mais focado no setor empresarial do que no público em geral, mas acerta em várias características essenciais. A primeira, é que é um novo smartphone potente e compatível com o Continuum, permitindo assim usar o smartphone como CPU de computador. Aqui, a VAIO tem um papel importante, pois conta com todo o restante do equipamento (monitores, teclados, mouses), e a Microsoft entra com o dinheiro.

A segunda, é que ele será vendido como smartphone livre. A NTT DoCoMo é como qualquer outra operadora, e vende o modelo desbloqueado no Japão por aproximadamente 400 euros. Olhando para suas especificações, ele é bem redondo. O problema está na idiossincrasia dos usuários japoneses, que tem muito dinheiro para comprar iPhones e Androids top de linha, e com uma cultura da operadora móvel muito forte.

A terceira é que o Windows Phone tem uma cota de mercado quase inexistente no Japão, e uma aliança com uma fabricante local como a VAIO pode ser um sopro de ar fresco. Curiosamente, seis fabricantes japoneses estão apoiando o Windows 10 Mobile, ou seja, a luta pela futura cota de mercado está aberta. A VAIO, também com os notebooks, larga com uma interessante vantagem, mesmo sendo a última a chegar na briga.

 

Ainda existe um futuro

Os pobres números do Windows Phone não tira a fé no futuro de alguns sobre o Windows 10 Mobile. O crescimento é muito lento, mas há indícios de melhora. Mais aplicativos e melhores serviços. Tudo colabora para a Microsoft crescer nos smartphones.

Mas tudo passa pela própria Microsoft. Ela deve diminuir um pouco o ritmo de lançamentos de modelos Lumia, oferecer aos parceiros espaço para os seus produtos. E tudo indica que é isso o que a equipe de Satya Nadella está fazendo.

Os novos VAIO pode muito bem ser um acordo entre as duas empresas. A Microsoft em busca de cota de mercado e dispositivos, e a VAIO em busca de financiamento na sua aventura longe da Sony. O ecossistema de aplicativos que estão aparecendo no iOS e Android é algo mais que interessante, e se a divisão própria ajudar, o Windows 10 Mobile pode ter muito futuro.

É só a Microsoft acertar nos passos a serem dados.