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Já tem um tempo que a HTC está em queda nas vendas de smartphones, mas seus lançamentos continuam a chegar, e não em menor número. Eles tentam corrigir os seus defeitos em umas linhas, enquanto que em outros (como a série M), os erros continuam. O One M9 padece dos mesmos problemas do One M7, alguns deles acentuados.

Agora, a expectativa é pelo HTC One M10, mas a grande mudança da empresa pode estar em outra linha: os smartphones de linha média ‘premium’, através do excelente One A9. Em 2016, recebemos o One X9, o mais potente presente na MWC 2016.

Tanto o A9 como o X9 mostra mudanças na filosofia da HTC, e dão pistas sobre como a empresa pode ser ao longo de 2016 e no futuro. As mudanças, sutis ou mais acentuadas, podem deixar a série M eclipsada. E isso não é uma má notícia. Pelo contrário.

 

A empresa que queria ser líder de design

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Em 2013, o HTC One M7 quebrou paradigmas. Um corpo metálico de 4.7 polegadas e uma tela Full HD excepcionalmente nítida eram os claros sinais de uma revolução. Um aviso que a HTC queria focar na excelência do design e na experiência de uso. Algo que a Apple sempre priorizou.

Ok. Em 2015, temos o HTC One A9, acusado por muitos de ser um clone do iPhone 6s. O modelo é um dos mais bonitos já lançados pelos taiwaneses, com um excelente desempenho e experiência de uso, mesmo com números de hardware mais modestos. O HTC One X9 completa a família de linha média ‘premium’, herdando as qualidades do A9 com maior desempenho. E e esse deveria ser o caminho a seguir daqui para frente.

 

Toda uma declaração de intenções

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Os acabamentos dos modelos One A9 e One X9 são tão bons que acompanham a transição da parte traseira das bordas. O metal escovado da traseira do One X9 oferece uma sensação de robustez e um toque agradável nas mãos. Além disso, a franja negra frontal desapareceu, e os alto-falantes BoomSound diminuíram de tamanho, se posicionando nas bordas.

Com isso, a relação de tamanho entre a parte frontal e a tela foi otimizado, oferecendo o máximo de espaço para uma experiência multimídia. E tudo isso é uma declaração clara de intenções do HTC One X9.

 

Experiência e não números

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Levamos o nosso smartphone para toda parte, e uma tela com melhor visualização para vídeos, jogos, fotos e produtividade em qualquer lugar é algo fundamental. Os alto-falantes mudam de lugar, mas não perdem a potência. Tudo isso foi pensado em uma melhor experiência de uso como algo prioritário.

Tanto o One A9 como o One X9 não contam com as melhores especificações do mercado. E nem precisam. Do Snapdragon 617 saltamos para um Helio X10, com tela Full HD, 3 GB de RAM (LPDDR4)… mas é o suficiente para ser feliz.

 

A nova HTC

O  HTC One A9 é caro, mas o One X9 não será tão caro assim. Eles devem ter em mente que ter o melhor smartphone não passa necessariamente em ter o modelo mais poderoso. Se a nova HTC priorizar a combinação de vários itens (construção, câmera, som, etc) para ter um smartphone fluído sem precisar ter o hardware mais potente, ela ainda tem chances de se recuperar. De novo: algo que a Apple sempre fez.

Ah, isso tudo… e voltar ao Brasil, é claro!