aplicativo

 

Todo mundo conhece alguém que passa horas jogando Candy Crush ou Clash of Clans. Também conhecemos os viciados em notificações do Facebook, Twitter ou Instagram.

Vários tipos de aplicativos causam esse tipo de vício incontrolável, mas… o que precisa ter um aplicativo para conquistar o usuário DE VERDADE?

 

 

Simplicidade como regra básica

 

Uma interface simples, sem apenas dados de registo, onde qualquer pessoa sabe como usar o aplicativo desde o primeiro uso é algo crucial para não só viciar, mas para evitar que o usuário desinstale o mesmo pouco tempo depois do download.

Um dos motivos do sucesso de Candy Crush é a sua capacidade de absorção. Qualquer um se esquece do dia a dia ou de horas do trabalho chato jogando esse jogo.

O Tinder é outro exemplo de simplicidade. Seu funcionamento é tão simples quanto abrir o aplicativo em si. Deslizar o dedo para a esquerda e para a direita. Nada mais. É normal passar horas vendo os perfis cadastrados no serviço.

 

Todos em busca da dopamina

 

 

No caso dos jogos, além de serem simples e atraentes no visual, também vicia o fato de se basearem em ações repetitivas e muito simples, seguidas de um reforço positivo.

Esse tipo de ação se retroalimenta, e faz com que cada vez que ganhamos ou conseguimos avançar, nosso cérebro libere dopamina, uma das substâncias relacionadas com o prazer. Por isso, jogamos de novo, em busca de uma nova descarga de dopamina.

Por isso que os jogos sempre oferecem recompensas, novos níveis ou vantagens que permitem o avanço. Farmville faz bem isso com as sementes, o Pokémon Go facilita a captura de criaturas e o Candy Crush, que incentiva a completar padrões.

Desde criança fazemos isso, e somos felizes assim.

Vários jogos clássicos bebem dessa mesma fonte, como Tetris e Paciência. E hoje os desenvolvedores seguem levando esse processo psicológico em consideração para criar games e apps viciantes.

E, como vocês podem bem ver, isso funciona muito bem até hoje.

 

 

O mais importante: o reconhecimento social

 

O ponto mais importante do sucesso de um aplicativo.

Aqui é o nexo de união entre quase todos os aplicativos viciantes. Praticamente nenhum aplicativo de sucesso impede o compartilhamento dos seus resultados ou conquistas nas redes sociais.

Aplicativos que monitorizam nosso treinamento como o Runtastic ou os controles de peso e calorias como o MyFitnessPal lembram que podemos compartilhar nossas conquistas nas redes sociais. E sempre tem alguém que compartilha quantos quilômetros você correu. E, mesmo que de forma inconsciente, você busca o reconhecimento do seu esforço.

No caso dos jogos como Clash Royale, temos os rankings de pontuações públicas, fomentando a competitividade entre os jogadores, apenas para alimentar o seu ego social, dedicando seu tempo e dinheiro nessa missão.

O reconhecimento social é a base das redes sociais, e o principal elemento de vício dos aplicativos. Compartilhar tudo o que fazemos o tempo todo ou manter uma comunidade ativa, com feedback constante, exige um tempo maior de uso no aplicativo, aumentando o vício naquela tarefa. A qualquer momento, você é lembrado que tem algo a ser consultado no smartphone.

E você obedece.

 

Nem todos os desenvolvedores entendem esses pontos

 

Nem todos os desenvolvedores levam esses pontos em consideração na hora de desenvolver um aplicativo. Os aplicativos que não nos conquistam são eliminados rapidamente. 80% dos apps são eliminados do smartphone três dias depois do seu download.

Na maioria das vezes, são aplicativos que baixamos por uma necessidade pontual, que não se torna um uso efetivo com o passar do tempo. No caso dos apps viciantes, o motivo principal para sua remoção é a má qualidade do mesmo, com designs pouco otimizados ou cheio de bugs. Também baixamos jogos e apps muito promissores ou da moda, mas que depois nos decepcionam rapidamente.