super mario

Um grupo de pesquisadores da universidade de Montreal e da Universidade McGill no Canadá publicaram um estudo que mostra que jogar games de ação, no estilo Call of Duty, reduz a quantidade de matéria cinza no hipocampo do cérebro, enquanto que jogos como Super Mario faz com que essa quantidade de matéria cresça.

Mas podem ficar tranquilos: nenhum dos dois casos oferece riscos ao nosso cérebro.

Os pesquisadores primeiro estudaram o cérebro de 33 jogadores que passavam 19 horas por semana jogando games de ação, e pedira para outras 43 pessoas a investirem 90 horas por semana, durante 10 semanas, em jogos de ação e em jogos de plataforma, em um ambiente de testes controlado.

Depois dois testes, realizaram o estudo por ressonância magnética no cérebro, e descobriram que quem jogou 19 horas semanais em média tinha menos matéria cinza no hipocampo do que aqueles que não jogavam videogames.

 

 

Os testes com o segundo grupo confirmaram os indícios, e quem jogava games do tipo Super Mario ganhava mais matéria cinza no hipocampo.

Isso não deve preocupar os gamers, nem deve disparar um sinal de alerta crítico contra os jogos de ação.

Uma coisa que pode explicar os resultados pode ser a forma em que esses jogos de ação estão desenvolvidos, com mapas sobrepostos na tela, que fazem com que os jogadores não precisem utilizar o seu sistema de memória do hipocampo para navegar por esses mapas.

 

 

Nesses jogos, no lugar do hipocampo, é utilizado o núcleo que é responsável pela parte do sistema de recompensas do cérebro, com um funcionamento praticamente em um piloto automático.

Os resultados do estudo indicam que, se eles tivessem que recomendar um tipo de videogame para alguém, seria um de plataformas 3D ou puzzles lógicos. Aqui, existem evidências claras que esses jogos podem ser benéficos para o cérebro.

 

Via NPR,  Molecular Psychiatry