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O amor da Microsoft pelo Linux e o Open Source só está crescendo. A chegada das certificações conjuntas ou a chegada do Ubuntu (e OpenSuSE e Fedora) na Windows Store mostram isso claramente.

Agora, a Microsoft está contratando diversos desenvolvedores do Kernel Linux com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento do sistema operacional.

Nesse momento, a Microsoft não é uma das que mais contribuem no desenvolvimento do Linux, mas isso pode mudar rapidamente. E tais contratações dos desenvolvedores do kernel Linux é para que façam o mesmo trabalho dentro de Redmond, em um time de 12 pessoas que trabalham em diferentes características do kernel.

 

 

O motivo de tudo isso é bem óbvio: plataformas como a Azure recebem bem o Linux, e depende dele para que a plataforma na nuvem funcione muito bem. E o Azure é fundamental para que a Microsoft prevaleça em relação a alternativas de empresas como Amazon, Google e IBM.

Com certeza muitos levantam questões sobre uma empresa que negou a validez do Open Source por quase duas décadas. O interesse da Microsoft no desenvolvimento do Linux naquilo que lhe interessa pode entrar em conflito com o futuro dessa mesma comunidade Linux.

O resultado imediado é que tal desenvolvimento do kernel Linux deixou de ficar nas mãos de desenvolvedores independentes para ficar com empresas como Intel, AMD, IBM ou Google, que contratam esses desenvolvedores para que tal desenvolvimento se alinhe à imagem daqueles que estão contratando.

 

 

Também devemos destacar que a própria filosofia de desenvolvimento do kernel Linux é dirigida por Linus Torvalds ou mantenedores lendários, que deixam muito claro quais são os caminhos que o Linux precisa tomar. Logo, não parece que o envolvimento da Microsoft e de outras gigantes podem afetar de forma significativa as bases do Linux.

Enquanto isso, vamos seguir nos surpreendendo com esse envolvimento da Microsoft no Linux e no Open Source. É a prova que o mundo pirou, e que os porcos podem voar.

 

Via Infoworld