É difícil de acreditar que o Amazon Kindle está comemorando apenas o seu quinto aniversário hoje (19). Afinal de contas, o produto é tão bem sucedido, tão onipresente, que a impressão que temos é que esse leitor de livros eletrônicos está entre nós há tempos. De qualquer forma, o produto chega ao seu quinto ano de vida como o mais bem sucedido projeto do maior e-commerce do planeta, oferecendo ao mundo uma nova forma de ler livros e revistas, e praticamente criando um mercado totalmente novo de livros eletrônicos. Não que eles não existissem antes, mas assim como aconteceu no iPad, o Kindle é o sinônimo de e-book reader do grande público.

Ano após ano, a Amazon teve o cuidado de melhorar o dispositivo, tornando o produto melhor e mais fácil de ser utilizado pela maioria dos consumidores. Se compararmos o primeiro Kindle lançado em 2007 com a última versão anunciada nesse segundo semestre, o Kindle Paperwhite, é possível ver como a Amazon trabalhou duro para chegar ao produto que temos hoje, colocando os dois modelos em patamares muito diferentes.

O primeiro e-book reader Kindle lançado em novembro de 2007 contava com uma tela e-ink de 800 x 600 pixels, 250 MB de armazenamento interno, com a opção de expansão do armazenamento através de um slot para cartões microSD (aliás, é o único modelo até hoje que conta com um slot de expansão de armazenamento), custando US$ 399. Suas vendas inicias se esgotaram poucas horas após o seu lançamento, e isso permaneceu assim até o mês de abril de 2008, quando o estoque finalmente foi reposto.

Desde então, a Amazon foi lentamente modificando o produto, tornando o mesmo mais próximo de um tablet, mas mantendo a sua essência de leitor de livros digitais. Para facilitar a vida de todos, e torná-lo mais acessível no seu perfil de uso e nos fatores monetários, a Amazon foi eliminando do Kindle aos poucos os seus botões físicos, adicionando no lugar uma tela sensível ao toque. Com isso, o produto ficava mais intuitivo no seu uso e mais fino no seu perfil. Até que no ano passado, uma versão 100% touchscreen do Kindle foi lançada, o Kindle Touch, que conta com 4 GB de espaço para armazenamento, e um preço sugerido de US$ 99.

Hoje, a quinta geração do Kindle tem preço inicial de US$ 69, o que é uma façanha para um produto de sua categoria, além de contar com uma versão livre de propagandas, que custa US$ 89. O já citado Kindle Paperwhite, que possui tela de 1024 x 758, com luz integrada, está disponível em versões com WiFi e WiFi + 3G (ambas com ou sem publicidade), com preços que variam entre US$ 119 e US$ 199. Ou seja, a evolução do Kindle foi tamanha, que o seu modelo mais caro hoje (e muito mais completo) é pelo menos US$ 200 mais barato que o Kindle original, de 2007, com recursos bem limitados.

Ou seja, levando em conta os fatores de desvalorização financeira e inflação acumulada no período, comprar o Kindle hoje ainda pode ser um grande negócio para os amantes da leitura de livros digitais. Apesar do tablet Kindle Fire custar os mesmos US$ 199, e oferecer várias possibilidades de uso.

Mesmo assim… parabéns, e vida longa ao Kindle!