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Os 35.203 milhões de iPhones vendidos no terceiro trimestre do ano fiscal da Apple (segundo trimestre de 2014) representam um aumento de 12.7% em relação ao mesmo período de 2013. Esse volume de produtos se traduz em vendas de US$ 19.751 bilhões, 9% a mais que no mesmo período do ano passado, quando o iPhone 5c ainda não existia. Isso tudo seria muito bom (e é, pois os números da Apple como um todo são excelentes), se não fosse um detalhe: as vendas de tablets iPad seguem caindo.

Não é uma queda tão acentuada como foi a do trimestre passado, mas é uma queda. Foram vendidas 13.276 milhões de iPads, registrando uma queda de 9.2% em relação ao terceiro trimestre de 2013.

Segundo Tim Cook (CEO da Apple), os seus clientes já esperam pelo iPhone 6, dando um certo ar de “surpresa” pelas vendas excelentes. Já no caso do iPad, Cook e Luca Maestri (diretor financeiro da Apple) comentaram que as vendas foram dentro das expectativas internas, e que a queda “não é preocupante”, pois durante esse trimestre, o Mac se tornou mais popular por conta do segmento da educação.

Mas… será que a coisa funciona desse jeito mesmo? Vejamos.

O iPad sempre foi um ótimo negócio para a Apple. Desde o lançamento do primeiro modelo, as vendas seguiam em uma crescente espetacular. Porém, com a concorrência apresentando muitas novidades para todos os tipos de usuários e bolsos, os argumentos de “por que comprar o iPad se ele custa o dobro dos demais” ficam cada vez mais escassos.

Além disso, o segmento de computadores portáteis está se recuperando lentamente, com novos conceitos que reduzem as fronteiras entre notebooks e tablets (híbridos, conversíveis, etc). Uma nova leva de iPads pode ajudar a equilibrar as coisas, mas esse movimento inesperado de aumento das vendas dos computadores portáteis também é um fator que influencia nessa queda da popularidade do iPad.

Logo, esse “não é preocupante” é bem entre aspas. Se olharmos com mais atenção, o iPad perde mercado por mais de seis meses consecutivos. E pode se tornar em médio prazo um produto tão relevante para a Apple quanto é o iPod hoje. Se é que vocês me entendem.

Via WSJ