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O iPad da Apple gerou um grande interesse no seu lançamento, e desde então o novo dispositivo vendeu muito bem durante alguns anos, gerando inclusive uma grande quantidade de afirmações descabidas. A mais interessante delas foi a emitida por Tim Cook, que afirmou que o iPad Pro “poderia substituir claramente o PC”, dando a entender que as pessoas não precisavam nada mais do que o tal tablet e um iPhone para ser feliz.

A realidade é bem diferente. Os computadores estão mais vivos do que nunca, por conta da vitalidade do setor dos games. Sem falar que, hoje, o iPad não vive o seu melhor momento. A queda de vendas em um ano foi de 25% no primeiro trimestre fiscal da Apple.

É uma queda muito grande, deixando em evidência não só para a Apple mas para o próprio Tim Cook, que pecou pelo excesso de confiança ao dizer que um produto de nicho e sem interesse real para a grande maioria dos usuários – como é o iPad Pro – poderia acabar com todo um mercado de PCs.

Mas… o iPad está fadado à extinção?

Não acredito nisso, nem mesmo a longo prazo. Porém, não seria surpresa ver o desaparecimento de algumas linhas específicas, como por exemplo o iPad  Mini.

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Sobre os motivos, um dos mais importantes é a canibalização por parte do setor de smartphones. Com o aumento da tela do iPhone 6 e a chegada do iPhone 6 Plus de 5.5 polegadas, a Apple “mordeu a si mesma”. Com um smartphone com esse tamanho de tela, não faz mais muito sentido a existência do iPad Mini.

Além disso, devemos ter em conta também a queda no ritmo de atualização dos usuários. Muitos sentem que um iPad 2 ou iPad Mini mais velho é o suficiente para suas necessidades. A longa vida útil e a falta de renovação dos usuários é outro fator a se levar em conta, e colocando tudo em conjunto, é perfeitamente compreensível a crise que o iPad vive hoje.