BlackBerry-software

Todos nós sabemos que a situação que atravessa a BlackBerry é bem complicada, e que seu CEO, John Chen, está fazendo o que pode para tentar tirar a empresa canadense do atoleiro em que se encontra. Porém, infelizmente, nada está funcionando.

Sua última grande aposta/aventura, o BlackBerry Priv, teve uma queda nos envios durante o último trimestre, passando das já escassas 700 mil unidades para 600 mil unidades, um dado que pode não parecer grave, mas somando com tudo o que vem acontecendo com a empresa nos últimos meses, é mais um elemento que pode se traduzir em arrasto no mercado mobile.

A receita caiu em 30%, e a estratégia em apostar no Android como sistema operacional em detrimento ao BlackBerry OS não funcionou. Esse é um cenário que cria um futuro muito negro para a empresa canadense. Mesmo assim, existem duas luzes no final desse túnel, que podem não ser um caminhão vindo em direção contrária: o software e os serviços.

A empresa com sede em Ontario começou a levar alguns dos seus serviços para as principais plataformas móveis do mercado. O BlackBerry Messenger e o BlackBerry Enterprise está presente nas plataformas iOS e Android, e isso mostra que ainda que a sua situação como fabricante de smartphones seja algo insustentável, eles podem sobreviver com o desenvolvimento de software e dos seus serviços de segurança para empresas.

Nessa adoção multiplataforma, os números obtidos pelos canadenses no último trimestre rendeu uma receita de US$ 153 milhões, o dobro comparado com o mesmo período do ano passado, e com expectativas de crescimento sustentável de 30% para 2017.

Logo, a pergunta é mais do que oportuna: deixará a BlackBerry de fabricar smartphones para apostar exclusivamente no software e nos seus serviços?

Via Liliputing