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Depois de meses à deriva, a chegada de John Chen ao posto de CEO da BlackBerry (primeiro como chefe interino provisório, agora chefe definitivo) parece ter estabilizado um pouco a situação do fabricante canadense. Chen já declarou em diversas ocasiões que o futuro da BlackBerry passa por voltar às suas raízes, ou seja, centrar-se no software, nas empresas e na segurança.

Nesse momento, este último esforço parece estar produzindo os seus primeiros frutos. O Departamento de Defesa acaba de anunciar um pedido de 80 mil smartphones BlackBerry, contra 1.800 unidades adquiridas de outras marcas (tablets e smartphones da Apple, Samsung e Motorola). A notícia foi muito bem recebida pelos acionistas, fazendo com que a cotação de cada ação da BlackBerry fechasse em US$ 9,93 na Nasdaq, um aumento de 35% em relação ao valor de fechamento de 2013.

Em novembro, enquanto enfrentava o auge da crise em um processo de venda não concluído, o mesmo Departamento de Defesa norte-americano já buscava alternativas para substituir a BlackBerry em seus produtos. Para a sorte dos canadenses, não foi necessário chegar ao extremo da venda, e de forma quase inacreditável, eles seguem firme e forte.

Chen ainda destaca (de forma bem oportuna, por sinal), que a BlackBerry ainda é a única empresa de mobilidade a contar com uma certificação para operar dentro da rede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, e que seguem figurando como a primeira opção de outros governos ao redor do planeta. Propaganda melhor do que essa, para eles (na situação que eles se encontram), é muito difícil.

Estaríamos vendo a luz no fim do túnel da BlackBerry? E essa luz não é o trem vindo na direção contrária?

Via Bloomberg