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A Google está trabalhando no próprio salto qualitativo do Android, realizando várias mudanças nos arquivos-base da plataforma, como por exemplo o suporte para os processadores ARM com suporte para 64 bits. A Intel já anunciou a chegada de tablets Android com os seus processadores Bay Trail de 64 bits para a próxima primavera do Hemisfério Norte (maio de 2014), e esse é apenas mais um indicativo para que esse salto não vai demorar a acontecer.

Quais são as vantagens com esse salto para os 64 bits?

Para começar, a vantagem mais óbvia: a possibilidade de direcionar mais de 4 GB de RAM, fazendo com que apareçam no futuro dispositivos que superem essa capacidade de memória. Ainda que sistemas como o PAE já ofereçam um caminho indireto para esse objetivo, o suporte não é nativo, e os aplicativos não poderiam aproveitar tais benefícios, como acontece no suporte nativo aos 64 bits.

O suporte ao conjunto de instruções de 64 bits é outra grande vantagem desse tipo de arquitetura, pois permitirá uma maior eficiência e velocidade em diferentes cenários, quando os aplicativos aproveitam desse conjunto de instruções.

Outra mudança interessante está no uso do compilador ART no lugar do JIT da Dalvik, que por enquanto ainda segue como alternativa.

A mudança para os 64 bits será (provavelmente) algo transparente para os usuários – algo que é um requisito quase obrigatório para uma boa transição – e as vantagens não poderão ser apreciadas de forma destacada em curto prazo. Porém, é um passo relevante, que vai ajudar na futura evolução do Android como um todo.

Via XDA Developers