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Desde o lançamento do primeiro iPad, a Apple dominou por completo, tanto em influência quanto em número de usuários, o mercado de tablets. Diferente dos smartphones, onde a concorrência começou a ser mais intensa antes do tempo, a presença do Android nos tablets foi durante muito tempo algo desastroso: não eram vendidos muito dispositivos, mas a pior parte é que aqueles que eram vendidos não apresentavam utilidade real, uma vez que o seu software era mais voltado para os smartphones, e fora de encaixe para os tablets.

Mas o tempo passou, a Google percebeu esse problema, e com a sua linha Nexus ensinou aos demais fabricantes como vender tablets Android decentes. Com parcerias fechadas com diferentes marcas, o mercado de tablets Android finalmente deslanchou, e os números mostram isso.

Nas análises de vendas de tablets em 2013 publicadas nessa semana nas principais consultorias internacionais, é possível ter uma ideia muito clara da presença real dos tablets Android entre os consumidores. Os números refletem o oligopólio controlado pelo Android e pelo iOS, que concentram 97.9% das vendas globais do ano passado. Todos os fabricantes obtiveram melhores resultados de vendas em 2013 do que em 2012, mas o aumento do Android no segmento tablet é algo brutal.

As estatísticas falam por si: em 2012, foram vendidos 53 milhões de tablets Android; em 2013, 121 milhões. Um aumento de nada menos que 128%.

Mas… por que a Apple continua dominando o mercado de tablets?

Dominar um mercado é algo que vai além das vendas. O iPad continua sendo o tablet mais influente e o mais relevante. Se as vendas dos tablets Android são maiores, os dispositivos e os fabricantes que se dividem nessa porcentagem fazem com que sua relevância não seja a mesma.

Ao dividir as vendas por fabricantes, a Apple segue líder no mercado, com 70 milhões de unidades vendidas, seguida pela Samsung, com 37 milhões. Uma enorme quantidade de vendas de tablets são de fabricantes com porcentagens menores do mercado. Nesse grupo, podemos encontrar qualquer coisa: opções decentes de empresas não tão relevantes, e também os populares “tablet chineses”, com preços muito econômicos obtém vendas massivas, mas com sua usabilidade quase inexistente (são praticamente smartphones de entrada com telas gigantes e de baixa qualidade).

O mercado do Android também está fragmentado no software, não apenas pela variedade de versões que convivem no mercado, mas também porque a Amazon, com 9 milhões de unidades vendidas dos seus tablets Kindle, utilizam uma versão modificada do Android, que pouco compartilha com os demais modelos, e não sendo compatível com o ecossistema de aplicativos da Google Play.

Mas além das estatísticas, se levarmos em conta fabricantes ou sistema operacional utilizado, fica claro que a Apple continua sendo a empresa dominante do mercado de tablets. Diferente dos smartphones, onde a inovação proposta pela Samsung, Google, HTC e Motorola é realmente muito mais interessante, com produtos muito superiores ao iPhone, nos tablets, a experiência do iPad continua a ser superior.

O Android pode reverter esse quadro?

Com certeza. Nesse caso, a Google precisa aprender com as boas decisões da Apple. Um ecossistema que oferece bons aplicativos aos usuários e grandes opções para consumir conteúdos de todos os tipos, principalmente filmes, séries e jogos, que são os itens mais populares entre os usuários desse tipo de produto.