Fragmentação. Uma palavra que ainda causa arrepios pelos corredores do Google, e dores de cabeça entre os usuários Android, tanto para quem já tem um dispositivo quanto para quem pretende ter. É impossível falar do sistema operacional do robozinho verde sem falar no seu fatiamento de distribuições, algo que acontece desde sempre, e normalmente é provocado pelo desencontro de um dispositivo mais velho com as exigências da nova versão do sistema operacional.

De qualquer forma, o Google se esforça para mostrar o tempo todo que esse quadro está mudando, ou que ao menos o mercado está se expandindo em direção à mais recente versão aos poucos (mesmo que esse “aos poucos” represente uma velocidade bem mais lenta do que aquela que o próprio Google queria). No seu último relatório mensal sobre a participação das versões do Android em seus dispositivos, podemos observar que a versão 4.1 (Jelly Bean) dobrou a sua participação de mercado em relação ao mês passado, saindo de 2.7% para 6.7%.

Por outro lado (e essa é uma péssima notícia para o Google), a versão 2.3 (Gingerbread) do Android continua sendo a mais participativa entre os dispositivos ativos, com 50,8%. O lado positivo disso é que, no mês passado, essa vantagem do Gingerbread era de 54.2%. Outra versão que obteve ganho de mercado foi a 4.0 (Ice Cream Sandwich), que no mês passado contava com 25.8%, e agora, possui 27.5% de mercado.

Os principais responsáveis por esse cenário fatiado são o próprio Google, que lá atrás lançava mais de uma versão do Android por ano, e dos fabricantes, que não trabalham de forma adequada na atualização dos dispositivos existentes, e em muitos casos, ainda lançam dispositivos de entrada, com um hardware limitado, e com versões do Android mais antigas (mais especificamente o Gingerbread), mantendo assim a conta dessa versão elevada.

É inegável que o Android é líder absoluto do mercado mobile, mas o seu principal problema em relação aos seus concorrentes diretos está na dificuldade em oferecer a mesma experiência de usuário para todos. Isso é algo que o iOS, BlackBerry ou o Windows Phone lidam com menor escala, e possuem um maior controle nesse aspecto.

Via BGR.com