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Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Irvine, e da Universidade de Rochester desenvolveram um método para detectar com 90% de precisão se uma pessoa possui algum risco de sofrer do Mal de Alzheimer no futuro.

Essa descoberta, baseada em biomarcadores que detectam a presença de 10 lipídios no plasma sanguíneo, poderá permitir o desenvolvimento de uma nova geração de tratamentos que combatem a enfermidade de forma prematura, algo que segundo os especialistas é considerado crítico para um melhor tratamento do paciente.

Mark Mapstone, um neuropsicólogo da Universidade de Rochester, explicava que a detecção prematura era “o santo graal” da comunidade neuromédica. “Os esforços atuais para desenvolver um tratamento para esta doença estavam ficando limitados porque provavelmente são utilizados no paciente quando já era muito tarde. Os biomarcadores que permitem uma intervenção antes do curso da doença poderiam mudar as regras do jogo”, explica Mapstone.

Os tratamentos existentes para o Alzheimer são promissores, mas acabam fracassando em sua maioria na fase de testes clínicos, algo que faz com que as grandes empresas farmacêuticas freiem os seus esforços na hora de oferecer soluções para uma das doenças mais proliferadas da atualidade.

O novo método também é especialmente econômico, já que as formas de se obter uma detecção prematura eram caras e muito complexas. Agora, esse tipo de análise sanguínea tem um custo de apenas US$ 200 – comparando com os milhares de dólares que custa uma punção lombar ou uma imagem por ressonância magnética -, e isso pode voltar a impulsionar a pesquisa de tratamentos para o Alzheimer.

Via Futuriry