A história do iPhone 4G começa a tomar contornos cada vez mais sérios.

Recapitulando: tudo começou quando o Engadget.com publicou fotos que foram enviadas sobre o tal aparelho. Dias depois, o Gizmodo.com publicou um vídeo do dispositivo, e os rumores de sua origem começaram a surgir. Segundo o Gizmodo, o telefone tinha sido perdido por um engenheiro da Apple em um bar, e a pessoa que encontrou, por não poder encontrar o dono (mesmo sabendo que o “grande dono” era Steve Jobs), vendeu o aparelho ao blog, por uma polpuda quantia de dinheiro.

Até aí, tudo bem. O que acontece é que tem muita gente dizendo que a venda do telefone pode ser considerada venda de um bem roubado, o que é proibido no estado da Califórnia. Por causa disso, a polícia local, de posse de uma ordem judicial, adentrou a casa de Jason Chen, editor do Gizmodo responsável pela matéria do iPhone 4G, e confiscou vários computadores. Ou seja, tudo indica que vai rolar mesmo uma ação criminal contra Jason, e esta história vai longe.

Eu, Eduardo Moreira, pobre abnegado que escreve este blog, sinto vergonha alheia profunda quando vejo notícias como esta. Isso tudo sendo motivado pela Apple, por causa de um protótipo (que pode ser redesenhado, ou de um modelo que talvez nem fosse lançado), e se valendo de uma lei de, repito, 1872! Ok, não vamos discutir as leis do estado da Califórnia. Lei é lei. Mas que é de uma mesquinheza absurda da Apple por causa de uma besteira da empresa e de seu funcionário. E repito: de onde venho, onde existem pessoas de bem e pagam seus impostos, a regra do “achado não é roubado” continua valendo.