De acordo com levantamento do Gartner, os serviços de TI (Tecnologia da Informação) no Brasil somarão investimentos de US$ 22,1 bilhões em 2013, o que representa um incremento de 6,9% frente aos US$ 15,8 bilhões gastos em 2008. Para 2010, a projeção é que sejam aportados US$ 16,5 bilhões nos serviços de TI brasileiros.

O setor vive um momento positivo no País, com ótima aceitação entre os executivos responsáveis por TI nas companhias. “Os CIOs brasileiros adotam mais agressivamente o outsourcing do que os de outros países”, afirmou Cassio Dreyfuss, vice-presidente de pesquisa do Gartner e chairman da Conferência Outsourcing América Latina 2010. Os recursos serão gastos, principalmente, em serviços.

Na América Latina, o cenário também é otimista. De acordo com o Gartner, o orçamento para gastos com serviços de TI subirá 6,6% em 2010, enquanto, globalmente, a estatística para o ano é de apenas 1,3%. Em 2009, período de auge da crise financeira mundial, o orçamento para a América Latina teve um incremento de 2,1%, ante os 0,16% das outras regiões.

Dreyfuss salienta que a redução de custos ainda é prioridade para a adoção de outsourcing no Brasil. “O CIO precisa avançar em seu uso de TI, o que deve ser a base para os negócios, um instrumento competitivo”, analisa.

Segundo o vice-presidente de pesquisa, o CIO brasileiro está disposto a aumentar seus gastos com ESPs (provedores externos de serviços), que deve crescer a uma taxa anual de 11%. Além disso, estes profissionais priorizam o apoio à área de negócios em relação à adoção de cortes nos custos.