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Os sinais de recuperação da Nokia começam a ficar mais claros, mesmo que para muitos ainda sejam discretos. Ainda mais se considerarmos o cenário no mercado norte-americano, onde os finlandeses nunca foram muito populares, mesmo quando o Symbian era o sistema operacional dominante.

Um relatório publicado recentemente pela Counterpoint informa que a Nokia está ganhando mercado nos Estados Unidos, alcançando a sua maior participação de mercado no país desde 2007 (quando eles ainda estavam com o Symbian).

O relatório informa que, durante o terceiro trimestre de 2013, a Nokia obteve 4% das vendas de smartphones nos EUA nesse período. Tudo bem, 4% não quer dizer muita coisa, quando comparamos com as vendas da Apple e da Samsung (que, combinadas, concentram 67.3% das vendas no último trimestre). Mesmo assim, é um crescimento que pode ser considerado positivo, se olharmos todos os esforços que a Nokia faz para obter sucesso no mercado norte-americano.

Vamos justificar essa perspectiva com números: no mesmo período do ano passado (terceiro trimestre de 2012), a Nokia tinha apenas 0.7% do volume de vendas nos EUA. Agora, ela consegue vender mais que a Motorola no país. E a Motorola é um fabricante norte-americano.

Ou seja… é sim um crescimento expressivo.

O crescimento nas vendas dos smartphones da Nokia se dá à mudança de estratégia do fabricante com as operadoras norte-americanas, com novos acordos e ofertas de exclusividade de alguns lançamentos. A AT&T segue sendo a operadora preferencial para lançamentos da linha Nokia Luia, porém, operadoras como T-Mobile, Sprint, Verizon e MetroPCS também começam a atrair novos clientes para os modelos com a plataforma Windows Phone dos finlandeses.

Outro fator importante é o crescimento nas vendas dos modelos Lumia 520 e Lumia 521, assim como o sucesso do Lumia 920. Esses são os modelos mais vendidos da Nokia no terceiro trimestre nos Estados Unidos. E em outros mercados internacionais, a tendência de crescimento é semelhante.

É… começo a ver a luz no fim do túnel da Nokia. E não é o trem vindo na direção contrária.

Via Counterpoint