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Uma empresa japonesa chamada ALE oferece um espetáculo único para a organização dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020: criar uma chuva de meteoros artificial, já que fogos de artifício parecem pouca coisa para esse tipo de evento.

O projeto se chama Sky Canvas, e não é brincadeira. Na verdade, deve ser bem mais caro que os espetáculos pirotécnicos tradicionais, já que aqui envolve o uso de um satélite em atividade, que lançaria entre 500 e 1000 elementos (ou ‘partículas’) que formaria a chuva luminosa.

No meio de 2017, a empresa quer lançar um primeiro satélite par testar a tecnologia e outros sistemas inovadores. A ideia desse projeto é que o satélite fique em órbita e dispare as tais partículas com um sistema especial desenvolvido por eles (sem dar maiores detalhes), e as partículas percorrem por um terço do caminho até a Terra, para entrar na atmosfera.

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Nesse ponto, começam a emissão de cores que poderão ser vistas de alguns pontos da Terra. Seus criadores garantem que o deslocamento será mais lento e prolongado do que o de um fenômeno natural, para que possa ser desfrutado melhor pelas pessoas.

Se tudo sair como previsto, a chuva deve ser vista a partir de 100 quilômetros de distância, e eles terão que fazer cálculos precisos para acertar o momento e o local onde o lançamento vai acontecer, para que a área de Tóquio possa ver ao vivo a chuva durante a noite. Falamos de uma área com mais de 30 milhões de habitantes.

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Cada uma das partículas pode ter diferentes cores, dependendo dos materiais adotados, e a brincadeira sai cara: US$ 8.100 cada peça. Tudo isso é testado em câmaras de vácuo.

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Via ALE