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Durante o evento de lançamento da Netflix na Austrália, o CEO e fundador da empresa, Reed Hastings, falou sobre um dos principais problemas que o serviço enfrenta: o bloqueio de conteúdo por país. E ele quer acabar com isso.

Hastings falou sobre o hábito dos usuários utilizarem as VPNs para acessarem os conteúdos da Netflix em outros países, principalmente a versão norte-americana do serviço, que possui um conteúdo mais completo. A ideia do executivo é que o Netflix se torne ‘um serviço global’, unificando o serviço ao redor do planeta, ou seja, oferecendo o mesmo conteúdo para todos os países onde o serviço está presente.

O grande obstáculo para as aspirações de Hastings é que tal medida não depende exclusivamente do Netflix. Os estúdios de Hollywood dificultam o processo, com contratos de distribuição específicos para diferentes regiões do planeta. As regras são tão rígidas, que agora o próprio Netflix é pressionado a bloquear o acesso de usuários via VPN, alegando quebras de contrato com os estúdios.

Hastings defende seu ponto, alegando que a questão da VPN é pequena se comparado ao da pirataria, via downloads ilegais. O executivo alega que boa parte dos usuários que apelam para o Torrent é porque não podem acessar ao conteúdo em seus respectivos países, algo que é contornável com novos contratos que unificam esse conteúdo. Porém, uma grande parcela de usuários simplesmente não querem pagar pelo o que vão assistir. E no entendimento de Hastings, o ideal é ‘consertar o conteúdo global’, conquistando a turma do primeiro grupo.

Como lado positivo para o Netflix, representantes da comissão europeia que cuidam do mercado digital já se manifestaram sobre a questão do bloqueio geográfico, e entendem que tal medida é considerada como uma ‘discriminação’.

E, convenhamos: não faz o menor sentido um ‘bloqueio geográfico’ em um serviço oferecido via internet. É contraditório demais em tempos de comunicação global.

Via Gizmodo Austrália, TechCrunch