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Usuários do interior do estado de São Paulo, chegou a hora. A partir do dia 25 de agosto de 2013, os celulares com os prefixos de 12 a 19 receberão um nono dígito, com o objetivo de ampliar as opções de números para as operadoras, e consequentemente, o número de linhas ativas. A capital paulista já passou por esse processo antes, e agora, como temos uma gama de códigos maior, a confusão tende a ser maior também.

Esse post tem como objetivo não só lembrar que você já tem o que fazer nesse final de semana, como também te dar uma mãozinha sobre como fazer esse procedimento da forma menos traumática possível. Além disso, vamos tentar esclarecer algumas dúvidas comuns entre os leitores sobre essa mudança, principalmente sobre quais números vão receber ou não esse nono dígito (sim, algumas variações foram observadas).

1. O que vai mudar a partir de domingo? 

Os números de celulares do interior do estado de São Paulo passam a receber um nono dígito, um “9” à esquerda, sendo este o primeiro número da linha. Na prática, na hora da discagem, ficará “9XXXX-XXXX”. De 25 de agosto até 3 de setembro (ou seja, dez dias corridos), as operadoras de telefonia móvel ainda podem completar as ligações daqueles que não utilizarem o nono dígito na hora da discagem. A partir do dia 4 de setembro de 2013, as operadoras não mais são obrigadas a completarem as chamadas, e podem simplesmente sugerir ao usuário que promova a mudança, através de mensagem gravada.

2. Quais os prefixos que receberão o nono dígito?

Os prefixos das linhas de celulares do interior do estado de São Paulo (DDD 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18 e 19). A mudança vai resultar em, pelo menos, 90 milhões de novas combinações livres para novas linhas.

3. Tenho vários números na minha agenda. Como identificar mais rapidamente quais são os números que recebem a alteração? 

A pergunta pode parecer ridícula, mas não é. Com o passar dos anos, as operadoras de telefonia móvel utilizaram outros prefixos de celulares além do 9, e isso fez com que os números de celulares tivessem uma numeração semelhante ao de telefones fixos.

Números de celulares são hoje iniciados por: 6, 8, 9, 70, 71, 72, 73, 74, 75, 76 e 79. Todos os números de sua agenda, que são do prefixo 12 a 19, e que começam com esses números devem receber o nono dígito. Já os números iniciados por: 2, 3, 4, 5, 77 e 78 NÃO SÃO celulares. Para facilitar a vida dos usuários, a Anatel criou uma cartilha com dicas para a identificação dos números e procedimentos de inserção do nono dígito (clique aqui para acessar).

4. E como ficam os serviços de mensagem instantânea que dependem do número de celular (ex. WhatsApp, Viber, etc)? 

Da última vez que isso aconteceu (com os números com DDD 11 – São Paulo – Capital e Região Metropolitana), tanto WhatsApp quanto Viber, de forma espontânea, atualizaram a sua base de dados para suportar o nono dígito. Os programas pararam de funcionar por algumas horas, mas depois que essa mesma base de dados foi restaurada, os próprios apps informaram aos usuários que descadastrassem os números antigos para adicionar os novos números.

Porém, na época da mudança do nono dígito do DDD 11, o WhatsApp ainda era gratuito para os novos usuários do Android. Hoje, há uma cobrança de US$ 0.99/ano, e muitos usuários estão com o receio de suas contas gratuitas e ilimitadas virarem contas pagas por causa de um erro do sistema.

Então, fica uma dica: se o seu WhatsApp parar de funcionar no domingo por causa da mudança para o nono dígito (algo que é perfeitamente normal e esperado, pois foi exatamente isso que aconteceu na última vez), espere pacientemente por um comunicado oficial do WhatsApp sobre o assunto, ou um aviso que o serviço foi normalizado e a base de dados atualizada. Existe mesmo o risco de, por um ato mais afoito do usuário, o sistema cadastrar a linha alterada como uma linha nova, e aí, você vai começar a ser cobrado pelo serviço.

Para evitar esse tipo de deslize, é recomendado seguir desde já a conta oficial do WhatsApp no Twitter, e ficar atento sobre suas atualizações.

5. Eu tenho um celular comum (não é smartphone). Não tem um jeito mais rápido de inserir o nono dígito nos meus contatos? 

Na maioria dos casos, não. Afinal de contas, você não tem um “espertofone” (brincadeirinha…). Mas alguns modelos contam com softwares de gerenciamento de dados do celular (pelo menos contavam… os mais antigos, com certeza). Para esses, a agenda pode ser alterada pelo computador, o que facilita um pouco a tarefa. Recomendamos que você faça o backup dos seus contatos (mesmo que seja na nuvem – algumas operadoras oferecem esse tipo de serviço) para evitar problemas futuros.

6. Eu sou um usuário de smartphone. Posso fazer essa mudança de forma mais rápida, certo? 

Sim. Você pode encontrar aplicativos que adicionam o nono dígito de forma automática nos números de celulares dos DDDs do interior do estado de São Paulo. Vale a pena conferir as opções disponíveis para os sistemas iOS, Android e Windows Phone nas suas respectivas lojas de aplicativos.

Mas, atenção! Esses aplicativos podem facilitar e muito a vida do usuário na hora da inserção do nono dígito, mas não são 100% garantidos. Eventuais erros de identificação dos números a serem alterados podem acontecer (com números fixos recebendo o nono dígito por engano). Isso é mais comum do que se imagina, e recomendamos nesse caso que você faça um backup da sua agenda de contatos, por precaução.

7. Essa mudança vai me custar alguma coisa? Serei taxado pela operadora de alguma forma? 

Não. A mudança é 100% gratuita, e é uma determinação da Anatel para aumentar o espectro de linhas móveis que podem ser utilizadas pelas operadoras de telefonia móvel. Não haverá cobranças adicionais ou a possibilidade de ser cobrado no valor de uma chamada DDD sendo que você fez uma chamada local.

Caso alguma anormalidade apareça na sua conta nesse período de mudança do nono dígito, procure a sua operadora de telefonia móvel e exija a revisão da conta. Se você não ficar satisfeito com os resultados (ou pior: se a operadora entender que tem razão na cobrança, mesmo não tendo), não tenha dúvidas em procurar a Anatel e o PROCON para resolver a questão.