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A juíza Lucy Koh, que cuida do processo imposto pela Apple contra a Samsung, negou a possibilidade de repetir o julgamento, tal como solicitava os advogados da empresa coreana. Dessa forma, o caso é dado (teoricamente) como encerrado nos tribunais.

A possibilidade de repetição do julgamento era (provavelmente) a última esperança da Samsung para se livrar de uma das maiores multas já impostas nos Estados Unidos pelo crime de infração de batentes. Depois de revisada inicialmente por diversas falhas cometidas pelos jurados, a Samsung deverá pagar US$ 888 milhões para a Apple, no lugar dos mais de US$ 1 bilhão exigidos inicialmente.

A Samsung não será a única a sair prejudicada por essa decisão. A juíza Koh também reviu o fato dos advogados da gigante de Cupertino terem enfatizado a condição da Samsung de empresa estrangeira, buscando despertar no júri um sentimento nacionalista, algo considerado muito pouco apropriado.

As palavras do advogado da Apple durante a revisão parcial da sentença, que reduziu o valor a ser pago pela Samsung foram:

Quando eu era jovem, sonhava em ver TVs fabricadas nos Estados Unidos. Magnavox, Motorola, RCA. Essas eram empresas reais, amplamente conhecidas e famosas. Eram os criadores, Eram os inventores. Eram como a Apple e a Google de hoje. Mas não protegeram a sua propriedade intelectual. Não puderam proteger suas ideias. E sabemos bem o resultado disso: não há fabricantes norte-americanos de televisores.

A exposição nacionalista da Apple foi explorada pela Samsung para pedir a repetição do julgamento, mas Koh não considerou esse um argumento suficiente para começar todo o processo do zero. No lugar disso, a magistrada solicitou ao júri que evitasse que qualquer pré-julgamento afetasse a sua decisão, observando que o argumento da Apple era algo “preocupante”, e com a capacidade de “ser percebido como se buscassem um prejuízo através do critério racial ou étnico” dos membros do júri.

Via Re/code