Já era esperado isso. Twitter e Facebook são redes sociais rivais, o próprio Twitter estava implementando o seu recurso de envio e exibição de fotos na rede social (e continua fazendo isso, pois o recurso de filtro de fotos deve estrear no Twitter até o Natal). Por isso, já nesse final de semana que passou, a rede social de Biz Stone decidiu não mais fazer a integração de fotos do Instagram (que hoje pertence ao Facebook) em sua timeline.

Na verdade, o que foi removido foi o recurso de pré-visualização das imagens, não apenas no seu site, mas também nos clientes que utilizam a API do Twitter (já consegui observar isso no uso do Tweetdeck nos smartphones). A partir de agora, se você adiciona um link do Instagram em um post do Twitter, o resultado final da mensagem será apenas o texto e o link direcionando para a imagem, não restando outra alternativa para você que não seja clicar no link para ir até o Instagram. E ver que o seu amigo publicou mais uma foto do almoço do dia (eu também faço isso).

Quem sai perdendo com esse tipo de atitude são os usuários. Por outro lado, faz sentido o Twitter proteger e privilegiar os seus recursos nativos. Como disse antes, logo agora que eles estão investindo tanto tempo e dinheiro nesse recurso de fotos, não seria legal ver os usuários utilizando o serviço da concorrência (que, por sinal, é muito melhor que qualquer coisa que o Twitter está oferecendo no momento).

Mas nem tudo está perdido.

Michael Schonfeld, um desenvolvedor vindo da empresa Dwolla, criou uma extensão para o navegador Google Chrome chamada InstaTwit. Em apenas uma hora e meia diante do computador, ele conseguiu criar a rotina que faz com que as fotos do Instagram fossem novamente adicionadas aos Twitter Cards, tal como era feito antes. O detalhe aqui é que o recurso só funciona com o plugin instalado em um Google Chrome. Em outros navegadores, ainda temos um simples link direcionando para a foto original do Instagram.

Esse é um indício claro que, independente da briga momentânea entre Twitter e Facebook, existem soluções que podem permitir que, no futuro, qualquer navegador em qualquer sistema operacional (de desktop ou móvel) poderá deixar tudo como era antes.

Via VentureBeat