Não é nem para provocar esse ou aquele grupo de usuários. É só você prestar a atenção em como o mercado está se movimentando. Boa parte dos novos lançamentos de notebooks e ultrabooks não se limitam mais em ser um computador portátil tradicional. Eles precisam contar com uma capacidade híbrida, ou um teclado destacável, para que ele possa ser transformado em tablet quando o usuário quiser. E esse é um movimento de transição claramente incentivado por uma empresa e um produto em especial: a Apple, com o seu iPad.

Todo mundo sabe o quanto que o iPad fez sucesso no mercado mobile. É o produto que define para a maioria dos usuários o que é um tablet. Tem gente que sabe o que é um iPad, mas não sabe direito o que é um tablet (mesmo eu e você sabendo que os dois são a mesma coisa), e esse tipo de comportamento reforça a sua tendência de produto dominante nesse segmento. Além disso, a linha de laptops MacBook é outro fator que coloca a Apple em destaque, a ponto da concorrência criar os ultrabooks para competirem com o MacBook Air.

Então… por que não unir o melhor dos dois mundos?

Está cada vez mais difícil para os fabricantes de computadores portáteis competirem com o mercado de tablets, ainda mais com o fato que temos modelos cada vez melhores e com preços mais atraentes. E nem estamos falando nesse caso dos tablets da Apple (ou do futuro iPad Mini, que deve ser apresentado em outubro). Falo do Google Nexus 7, por US$ 199, e dos novos tablets da Amazon, com preços que variam entre US$ 199 e US$ 499. Com um laptop de especificações medianas custando US$ 699 em média, fica difícil oferecer argumentos para os usuários que querem realizar atividades básicas, como acesso à internet, envio de e-mails, redes sociais, vídeos, jogos e leitura de livros eletrônicos.

Nesse sentido, quem pode oferecer a solução mais próxima de agradar gregos e troianos é a Microsoft, em parceria com a Intel e os fabricantes parceiros de computadores portáteis. Essa turma toda vai oferecer a partir de 26 de outubro, dia do lançamento do Windows 8, laptops que também contam com funções de tablets, como é o caso do HP Envy X2, que você vê na foto que ilustra esse post. A tendência é que, como agora os laptops vão contar com um sistema operacional ajustado para as telas sensíveis ao toque, vai ser cada vez mais comum contarmos com notebooks híbridos, ou seja, que quando necessário, possam atuar ou como laptop, ou como tablet, oferecendo uma flexibilidade maior ao usuário.

A vantagem aqui é direta. O usuário não só teria um produto polivalente, mas também um equipamento que seria um sistema operacional completo, que realizaria as mesmas atividades que o desktop da sua casa ou escritório executa. De quebra, quando você quiser a praticidade do tablet, é só destacar o teclado, e começar a interagir com a tela sensível ao toque. Resumindo: o argumento dos fabricantes para os usuários vai ser “se você pagar um pouco mais, você pode levar para casa um tablet mais potente e um notebook, para quando você quiser escrever direito um texto”.

A ideia é boa. Evitar de comprar dois dispositivos é algo excelente, não apenas pela economia resultante na aquisição, mas pelo peso menor que você vai ter na sua mochila ao transportar os produtos em viagens ou no trabalho. Pode ser a solução para os fabricantes de notebooks, que cada vez mais perdem terreno para os tablets. E pode ser o principal argumento de vendas para o Windows 8, principalmente para os usuários mais versados nos produtos conectados.