Já dissemos isso antes: esqueça do Windows Mobile, seus ícones, seus travamentos e seu mal funcionamento. Ainda que você não possa acreditar, a Microsoft criou um novo sistema operacional que não se parece em nada com os anteriores, radicalmente diferente em sua concepção de qualquer outro produto da família Windows Mobile. O pessoal do Engadget.com esteve com um protótipo com WinMo7 nas mãos, e passa as suas impressões.

Sua inspiração no Zune é evidente logo à primeira vista, mas obviamente vai muito mais longe em termos de usabilidade. Levando-se em conta que não existem telefones “de verdade” para se manusear na MWC, devemos nos conformar com as impressões obtidas com o software instalado nos protótipos que foram apresentados pela Microsoft. O design e a disposição da interface Metro foram criados por um ex-designer da Nike, que nas suas próprias palavras, buscava um visual autenticamente digital de desprovido de cromo. Em outras palavras, isso significa uma ausência absoluta de sombras e fundos muito minimalistas. O texto se mostra limpo, em um contraste que faz parecer estampado, e todas as transições acontecem de forma rápida e prática.

Na sua tela inicial, a antiga interface do WinMo foi redesenhada por completo, restando agora duas colunas de quadros (ou apenas uma, se você assim preferir), com acessos diretos aos aplicativos e contatos. Ainda que a Microsoft não permitirá interfaces personalizadas (pelo menos inicialmente), será permitido que operadoras e usuários modifiquem o aspecto das opções disponíveis no menu iniciar. Um de seus detalhes mais interessantes é que se pode designar contatos de atualização automática, de forma que cada vez que um de seus amigos mude de status, o ícone dele vai modificar automaticamente. Tudo muito minimalista, e até um pouco mais do que poderíamos esperar. A Microsoft vai colaborar com os desenvolvedores de widgets, então, não vai demorar muito para se ver todo o tipo de aplicativos para se integrar a este novo menu.

Não há mistério quanto à parte de navegação do sistema. Se você já usou um Zune HD alguma vez na vida, vai conseguir usar bem o WinMo7. Textos com letras bem grandes, telas em slide à direita e à esquerda (com flechas indicando as direções), e um acabamento tão simples que qualquer criança poderá utilizar em cinco segundos (basta que a criança saiba ler, basicamente). O calendário éum grande exemplo da redução gráfica aplicada pela Microsoft, e o navegador web até parece monocromático, exibindo o básico para funcionar. O Windows Mobile 7 Series é multitouch, e tanto a sua navegação na internet quanto a visualização de fotografias permitem o zoom com os dois dedos. Para reprodução multimídia, não há segredo: ele é um Zune puro e simples.

Podem gostar ou não, mas a Microsoft fez com o 7 Series o que ninguém esperava dela. A Microsoft finalmente resolveu se arriscar, se atirar de cabeça em uma nova filosofia, em um sistema inovador. E era isso que os seus consumidores pediam do novo sistema. Enquanto os programas para o sistema vão chegando, eles vão ter tempo de aparar algumas arestas do novo sistema operacional. Afinal de contas, uma coisa é dizermos que o 7 Series é bonito, outra muito diferente é confundir beleza com perfeição. O navegador, por exemplo, poderia ser mais rápido na hora de carregar as páginas, e a interface nem sempre responde ao toque com uma resposta precisa e instantânea. Mas, ainda assim, a impressão que se teve foi de algo muito bom já no seu estágio beta, e um avanço exponencial em relação ao 6.5, e com uma estabilidade muito superior em relação ao Bada. É, pessoal… a Microsoft entrou na briga de vez.

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