Por essa, a Apple não esperava, e é o típico caso de “o feitiço se vira contra o feiticeiro”, de forma clássica. A Apple, sim, aquela que enfrenta uma cruzada para tentar tirar os produtos da Samsung do mercado, acusando a sul-coreana de copiar o seu design e até o seu ícone de girassol, pode ter os seus principais produtos (iPhone, iPad e Mac) banidos do principal mercado da empresa, o norte-americano.

Quem é o justiceiro da vez? A dupla Motorola Mobility/Google.

O motivo de toda a discórdia é o mesmo da disputa Apple vs Samsung: violação de patentes. Os advogados da Motorola/Google alertaram que até tentaram entrar em um acordo com a empresa de Cupertino sobre o uso ilegal de tais patentes, mas receberam um “não” sonoro como resposta, e por conta disso, “foram obrigados a se defender”. Nas palavras da Motorola:

“Tentamos um acordo para a licença de uso (das patentes em questão), mas a falta de cooperação da Apple nos força a nos defender”.

O caso ainda está em discussão. De acordo com os autos do processo, a Apple supostamente teria encontrado “brechas” em algumas patentes, para usar uma variante de algo desenvolvido pela Motorola originalmente. Além disso, algumas outras patentes possuem sua autoria disputada pelas duas empresas. A Apple contra-ataca, utilizando a sua própria ação contra a Motorola como parte de sua defesa. Porém, para infelicidade da empresa de Cupertino, as autoridades que julgam o caso afirmam que a Motorola não violou nenhuma patente alegada pela Apple, e que duas das patentes que supostamente pertencem ao fabricante do iPhone são consideradas inválidas. Porém, como o ciclo de apelações mal começou, é certo afirmar que esse caso vai se arrastar por algum tempo.

O dia “D” para que a questão seja resolvida (em primeira instância) é 24 de agosto. Caso o parecer seja favorável à Motorola/Google, a partir dessa data (e por mais inacreditável que pareça), o iPhone, o iPad e o Mac estão oficialmente banidos dos Estados Unidos, com sua importação proibida no país. Vale lembrar que todos esses produtos são fabricados fora dos EUA, e importados, para aí sim serem comercializados.

Quem diria que isso um dia iria acontecer, hein?

Via Ubergizmo