A Yamaha segue desenvolvendo o seu robô piloto de motociclismo desde 2015. E a prova que eles estão indo bem nesse projeto é que recentemente o Motobot perdeu por pouco o duelo contra Valetino Rossi.

A segunda geração do Motobot foi apresentada na Tokio Motor Show, e o androide foi capaz de pilotar uma YZF-R1M com tempos relativamente bons, mas não bons o suficiente para derrotar The Doctor.

No passado, o Motobot se aproximava dos 200 quilômetros por hora, mas precisava de ajuda para fazer as curvas. E fazer o robô conhecer Valentino Rossi nas pistas já em 2016 é uma grande vitória para a Yamaha.

O encontro aconteceu no Thunderhill Race Park, e a volta do robô foi de 117,504 segundos. Já o melhor tempo de Rossi foi de 85,740 segundos. 32 segundos de diferença. Pode parecer muito, mas não é.

O mais importante aqui é que o Motobot fez a volta por si, sem ajuda externa. É o primeiro teste real realizado em um circuito, e não em instalações fechadas.

Leve em conta a complexidade dessa atividade: detectar a pista, acionar controles da moto, ângulo de inclinação e compensação de peso para alguns momentos, entre outros.

O Motobot tem como objetivo a condução autônoma das motos, e o robô foi desenvolvido para acionar todos os controles da moto, enquanto analisa os dados da pista e do motor do veículo. Seu peso de 45 kg atua a seu favor, mas ele ainda não consegue fazer a compensação desse peso, tal e como faz um motociclista humano.

Agora, falta ao Motobot basicamente aprender a conduzir, ou seja, quando acelerar e frear no melhor momento, a inclinação adequada para fazer curvas, entre outros aspectos.

A ideia da Yamaha é oferecer motos mais seguras para os seus usuários, com veículos mais independentes nas funções de autoestabilização, frenagem e aceleração.