Microsoft

A Microsoft publicou os seus resultados financeiros do primeiro trimestre de 2015, que revelam uma forte queda nos lucros líquidos da empresa. Por conta da debilidade do mercado de consumo, a valorização do dólar e outros fatores envolvendo as suas diferentes divisões, a queda nos lucros da gigante de Redmond foi de 12%. Por outro lado, o nível de ingressos superou as expectativas dos analistas, com um aumento de 6.5%.

O grande culpado é o mercado de PCs, que caiu 6.7% no primeiro trimestre de 2015. A consequência é que gigantes do setor como Intel e AMD sofreram quedas nas vendas de processadores, e agora, a Microsoft sente o mesmo efeito nas vendas de softwares.

A venda de licenças do Windows e Office no mercado de consumo sofreram uma queda de mais de 20%. As licenças comerciais focadas nas empresas também registraram quedas de 3%.

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Outro fator que contribuiu para a queda de lucros trimestrais da Microsoft foi a divisão de hardware e jogos. Falando especificamente dos games, os consoles Xbox 360 e Xbox One registraram um volume de vendas 24% menor em comparação com o terceiro trimestre fiscal de 2014 (quarto trimestre do ano passado).

A divisão de computadores e dispositivos gerou US$ 1.8 bilhão de ingressos, uma queda de 4% em relação ao mesmo período do ano passado. A diminuição nas vendas dos consoles foi acentuada, com 1.6 milhão de unidades acumuladas (Xbox 360 e Xbox One) durante o primeiro trimestre de 2015. No mesmo período do ano passado, foram 2 milhões de unidades comercializadas. Um dos motivos para um volume menor de dinheiro entrando foi a redução do preço do Xbox One.

Nem a divisão mobile escapou, com uma queda de 9% em comparação com o ano passado, apesar de um número maior de unidades vendidas na linha Lumia. Na parte de hardware, a boa notícia vem do tablet Surface Pro 3, que registrou um aumento de vendas de 44%.

Para alcançar ingressos de US$ 21.7 bilhões e superar as estimativas dos analistas, outras divisões precisaram se destacar. As vendas de produtos baseados na computação em nuvem (Azure, Office 365, etc) cresceram mais de 50%. As vendas de softwares para servidor também (Windows Server, System Center Server e SQL Server, Exchange, SharePoint) também registraram forte aumento.

Vale ressaltar que a variação do dólar impactou nos resultados. A moeda ficou mais forte no mundo todo (valorização de mais de 20% nos últimos seis meses), e isso impactou no preço da tecnologia, afetando as gigantes norte-americanas do setor.

Os resultados mostram a tendência que a Microsoft já segue a algum tempo: mais empresa, mais nuvem, menos Windows e menos consumo. Se isso vai contribuir para a queda generalizada das vendas dos PCs, ou por conta da crise econômica ou pelo aumento do dólar, ou até por uma mudança profunda empresarial, veremos nos próximos anos como a Microsoft vai se comportar.