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O Microsoft HoloLens, dispositivo de realidade virtual que custa US$ 3.000 para os desenvolvedores, teve suas especificações técnicas mantidas em segredo… até agora. Todos os detalhes escondidos sobre os óculos holográficos foram revelados.

Alguns dos detalhes apresentados podem significar pequenas dores de cabeça para a Microsoft a longo prazo, já que o processador do HoloLens é um Intel Atom x5-Z8100, uma CPU de 14 nanômetros que a Intel declarou como descontinuado depois da apresentação de seus novos processadores de última geração. O problema para a gigante de Redmond pode estar no suporte e fornecimento de novas unidades por parte da fabricante de chips, algo que pode estar garantido por contrato, ou futuramente o chip pode ser substituído por uma nova arquitetura.

Além do Atom a 1.04 GHz no seu interior, encontramos 2 GB de RAM, 64 GB de armazenamento (54 GB disponíveis para armazenamento de dados do usuário), câmera de 2.4 MP (vídeos a 30 FPS) e bateria de 16.5 Wh, que tem autonomia de uso prometida de até duas horas. Ainda falando de suas memórias, são 114 MB dedicados ao vídeo, 980 MB compartilhados com o sistema e 900 MB de limite para uso de memória pelos aplicativos.

Porém, o segredo por trás do seu elevado preço talvez se esconda em outra lista de componentes, mas especificamente nos seus sensores, como o IMU, quatro câmeras para reconhecimento do ambiente, uma câmera de profundidade, um sensor de luz ambiente e o todo poderoso HPU (Unidade de Processo Holográfico da Microsoft), um cérebro proprietário da gigante de Redmond, que promete processar terabytes de dados em tempo real.

Não há previsão de chegada do HoloLens para o consumidor final, e nem sabemos se o dispositivo vai ter essa finalidade no final das contas. Mas pelo andar inicial da carruagem, o produto pode ser para poucos. Muito poucos. Bem raros, para ser bem sincero.

Para os desenvolvedores interessados no dispositivo, podem adquirir sua unidade diretamente com a Microsoft.

Via Windows Central