Microsoft-Surface-tablet-620x447.jpg

O escritório de advocacia Robbins Geller Rudman & Dowd garante que as vendas do tablet Surface RT da Microsoft foram feitas sem informar aos consumidores do real estado comercial desses dispositivos. No texto do processo coletivo, é descrito que a gigante de Redmond fez “declarações enganosas” sobre o funcionamento do produto e seus resultados financeiros.

A rigor, os advogados defendem que a Microsoft fez uma apologia completamente oposta aos dados reais de demanda e vendas. Nenhum consumidor foi informado que o valor material do Surface RT estava tão baixo no final do primeiro trimestre de vendas. E vale lembrar que o processo em questão não está relacionado ao fato do tablet da Microsoft ser um produto bom ou ruim, mas segundo o processo, a Microsoft se aproveitou da cegueira informativa e o temor na compra de uma nova tecnologia dos usuários para gerar as vendas de seus produtos.

Para completar, diante da notável falta de sucesso do Surface, começaram a surgir os problemas de falta de retrocompatibilidade com aplicativos base do sistema, o que resultou em uma brutal queda de preços dos seus tablets.

As motivações do processo são um pouco confusas, mas compreensíveis. Em outros termos, a ação coletiva dá a entender que o movimento feito pela Microsoft em reduzir o preço dos tablets Surface, buscando estimular as vendas, fez com que automaticamente aqueles poucos que se aventuraram em ser os primeiros a adquirirem o produto fossem lesados financeiramente, pagando a mais por um produto que não entregou na prática a experiência e funcionalidades na sua plenitude, tal como esperado.

Mais: a própria Microsoft reconheceu as limitações do seu produto, e para não perder mais dinheiro com os tablets encalhados nas lojas, decidiu reduzir o preço final dos produtos, como “forma de compensar” o serviço abaixo do esperado. O que prejudica os “early adopters” do Surface ainda mais.

Algumas limitações do produto foram, de fato, descobertas depois que o mesmo chegou ao mercado, como por exemplo a redução drástica de espaço disponível para o usuário e a ausência de retrocompatibilidade com alguns aplicativos. Sem falar nas diversas limitações da versão Surface RT.

De qualquer forma, a defesa da Microsoft deve se calcar (muito provavelmente) no processo de atualização do próprio Surface. A empresa deve alegar que a recente redução de valores dos modelos atuais está diretamente ligada com o lançamento da segunda geração do Surface, que contaria com o sistema operacional Windows 8.1, além dos processadores Intel Haswell.

Até o momento, a Microsoft não se pronuncia sobre o assunto.

Via Gadgetos