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A Microsoft entrou para a AllSeen Alliance, uma iniciativa criada pela Qualcomm no final de 2013, onde as grande fabricantes trabalham lado a lado no desenvolvimento da “internet das coisas”. A ideia é criar um ecossistema de produtos e tecnologias que se conversem em diferentes propostas, rompendo a barreira das marcas de forma efetiva e definitiva.

A gigante de Redmond é a mais recente parceira da iniciativa, que já conta com gigantes como LG, Panasonic, Haier, Silicon Image, TP-Link, Cisco, Sharp, entre outras. O consórcio é composto por 51 membros, e está tutelado pela Linux Foundation.

 

AllJoyn é a ferramenta

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O esforço inicial é investido na plataforma AllJoyn, desenvolvida inicialmente pela Qualcomm. É um projeto Open Source que oferece as ferramentas e padrões para que os dispositivos do presente ou futuro se comuniquem com qualquer outro.

Na prática, o AllJoyn permite que um smartphone e uma TV se comuniquem, transmitindo áudio e vídeo com um processo mais transparente com o usuário, uma vez que eles se descobrirão e negociarão o tipo de conexão automaticamente. A ideia aqui é ser mais eficiente e automático que o AirPlay e o Miracast.

Não estão sozinhos

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Existem outras propostas no mercado, e elas não estão de acordo com a iniciativa da AllJoyn. É algo como a lendária batalha “Betamax vs VHS”. Recentemente, a Apple apresentou os seus planos para o HomeKit, que trabalha com o controle de luzes, termostatos e portões de garagem, e bem sabemos o que a gigante de Cupertino pensa sobre essa história de outros dispositivos se comunicarem com os seus.

A Google anunciou na semana passada uma parceria com nomes como Mercedes-Benz, Whirlpool Corp ou LIFX para integrar seus produtos com o termostato Nest. E é outra que aparece como alternativa nesse segmento para um futuro a médio prazo.

A Intel recentemente considerou que está apostando em vários segmentos para um mesmo caminho comum, e que um deles é justamente o da “internet das coisas”.

Ou seja, fica claro que todos esses produtos conectados necessitam um padrão. Ninguém quer comprar um produto que não seja compatível com aquele que já está na sua casa. Mas é preciso que todos entrem em consonância para que o mercado não fique dividido em várias partes conectadas.

Via AllSeen Alliance