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Mais um trimestre, e mais um trimestre de quedas nas vendas de PCs. Porém, os números oferecem várias perspectivas.

Os dados da Gartner e da IDC confirmam a redução nas vendas de PCs, mas ainda se vende muitos desktops e notebooks. A tendência é de queda, sim, mas não de morte ou desaparecimento.

Segundo a Gartner, no terceiro trimestre de 2017 foram vendidos 67 milhões de desktops e notebooks, contra 69,51 milhões em 2017. A queda é de 3,6% em um ano, confirmando uma tendência que começou há 12 trimestres, e parece não ter fim.

Ciclos de renovação cada vez mais longos e smartphones como o centro de nossa vida tecnológica são os principais motivos dessas quedas.

Os fabricantes sabem disso, e o mercado se retraiu. Apenas seis empresas concentram 80% do mercado, e quatro de cada cinco equipamentos vendidos no mundo são da HP, Lenovo, Dell, Acer, Apple e Asus.

 

 

Isso permitiu que esses fabricantes ousassem mais, entregando a melhor leva de PCs e notebooks da história, tanto no design como nas configurações.

O novo formato de conversíveis ajudou a renovar as propostas, tornando os produtos mais versáteis. Além disso, o mercado gaming ajudou, onde uma batalhe entre Intel AMD e NVIDIA é cada vez mais intensa.

Tudo isso nos leva a crer em uma longa vida a um segmento que parecia condenado. Por outro lado, a cada trimestre são vendidos 70 milhões de PCs e notebooks, o que é quase um milagre levando em conta que esses produtos não são mais os principais dispositivos da maioria dos usuários.

E, se seguem vendendo, é porque seguem em uso. Por conta de uma revolução móvel, mas que ainda fz com que o PC ainda tenha muita lenha para queimar.