McDonald's

“É mais barato comprar um braço robótico de US$ 35 mil do que contratar um funcionário que não é eficiente, pagando US$ 15 a hora e roubando batatas fritas”. Essas palavras foram ditas por Ed Rensi, ex-CEO do McDonald’s, depois de comprovar em primeira pessoa os avanços da robótica realizados dentro do setor.

As declarações de Rensi tem uma finalidade muito específica: protestar contra o salário mínimo de US$ 15 para trabalhadores do setor de fast food nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, coloca uma questão interessante: “se não podemos conseguir trabalhadores com um salário razoável, então conseguimos máquinas que façam o trabalho. É o sentido comum. Vai acontecer, queira ou não. E, quanto mais se pressione, mais rápido a transição vai ocorrer”.

Para o ex-CEO do McDonald’s, não só vai acontecer nas redes de fast foods, mas também em outras franquias que empregam trabalhadores “pouco qualificados”. O resultado de combinar o aumento do salário mínimo com a chegada dos robôs será “destrutiva” e “uma perda de trabalhos em todo o país”.

Esta não é uma voz isolada. Executivos de outras redes de fast foods já afirmaram que planejam abrir restaurantes sem funcionários ‘humanos’, como resposta ao aumento dos custos nos salários. A Wendy’s, outra popular rede alimentícia, faz referências pelo mesmo motivo, ao anunciar a criação de mais de 6 mil quiosques de auto-atendimento. Até o McDonald’s está usando telas touch em seus restaurantes para solicitação de pedidos.

salario-15-dolares

A imagem acima foi publicada por aqueles que são contra o aumento do salário mínimo.

Não é uma casualidade que os grandes restaurantes façam esse movimento para defender o seu principal interesse, mas… faz algum sentido suas advertências? Estamos nos encaminhando para um mundo onde os trabalhadores menos qualificados serão substituídos por robôs, e que a rapidez disso acontecer depende do aumento ou não do salário mínimo atual?

Até Bill Gates chegou a insinuar algo desse tipo em uma entrevista de 2014, mas não há um consenso sobreo tema. Faz tempo que vemos iniciativas de robôs para tarefas desse tipo, mas nesse momento isso não é amplamente disseminado. As telas touch são hoje mais necessárias do que os funcionários que recebiam os pedidos.

Os defensores do aumento do salário mínimo pensam que os argumentos dos executivos não contam com fundamento algum. Afirmam que, se pudessem mesmo substituir funcionários por robôs, já o teriam feito. “A automatização chegará quando tivermos a tecnologia e os custos para torná-la viável, e não há nada que possamos fazer para deter isso. Não vai chegar de forma mágica porque os trabalhadores pedem para serem tratados como seres humanos”.

Via Fox Business