Mark Shuttleworth

O fundador da Canonical, Mark Shuttleworth, falou sobre a próxima versão do Ubuntu em recente entrevista, e aproveitou a oportunidade para opinar sobre outros temas sensíveis, como a segurança e a privacidade do usuário.

O empresário sul-africano foi taxativo nesse aspecto, e garantiu que a distribuição Linux se manterá inalterada na proteção e respeito aos seus usuários. Uma frase é bem significativa em seu discurso: “nunca haverá backdooks (ou portas traseiras) no Ubuntu; nunca debilitaremos a codificação”.

Vale lembrar que, desde 2012, o Ubuntu se reconhece como um baluarte da privacidade, e trabalhou nisso em vários aspectos, limpando deficiências técnicas no seu software e codificando as buscas online. Esta última função foi removida como padrão na versão Ubuntu 16.04.

Porém, as declarações de Mark Shuttleworth vão além, apontando para o cerne da questão: a codificação e o interesse das autoridades, principalmente as norte-americanas no controle da mesma. E reforçou que a única forma de controle da codificação é quebrando o código.

Tal medida significa criar ou deixar abertas de propósito vulnerabilidades nos meios de codificação, de forma que os autoproclamados “guardiões do mundo” possam fazer o que quiser. Porém, como se viu no caso da Apple contra o FBI, esta não é a solução para tudo.

No caso do Ubuntu e, por extensão, do GNU/Linux, é muito mais fácil Mark Shuttleworth dar a resposta para as inquietudes dos usuários em matéria de privacidade e segurança do sistema. Uma das vantagens do software livre é essa: apesar das distribuições Linux carregar componentes privativos para melhorar a experiência de uso, tudo é desenvolvido em código aberto, incluindo as soluções da própria Canonical.

Via eWeek