lifi

A CES 2014 já acabou, mas entendo que é importante revisar algumas novidades que valem a pena ser compartilhadas. Nesse caso, o LiFi, uma tecnologia que permite que um dispositivo interprete luzes, e a partir disso, execute uma determinada ação.

O LiFi, nome que faz clara referência ao Wi-Fi, quer criar uma forma completamente nova de enviar informações para os gadgets, e isso pode se transformar em algo especialmente útil, no caso dos smartphones em lojas, ou como um substituto para os incômodos códigos QR. O protótipo apresentado na feira da Las Vegas funcionava com um smartphone Android, que contava com uma pequena (e importante) modificação: a câmera frontal foi substituída com um sensor de luz.

Dessa forma, o dispositivo poderia executar diferentes ações uma vez exposto a uma determinada combinação de luzes, como mostrar uma imagem ou iniciar uma reprodução de um vídeo.

A inclusão de um sensor de luz em um smartphone não é um grande problema. Em uma época onde temos dispositivos com processadores com 64 bits e processadores de vários núcleos, um sensor de luz não afeta o custo de produção, nem o preço final dos produtos.

Por essência, a tecnologia LiFi é simples, mas isso não reduz a suas possibilidades. Seus criadores estão focados em um princípio de oferecer uma solução para as lojas, onde será possível mostrar informações sobre um produto quando posicionamos o smartphona na luz posicionada em um local conveniente.

Porém, também poderá ser uma excelente solução para outros espaços, como por exemplo museus, centros comerciais e vagões de metrô. Bastaria aproximar o dispositivo do mapa localizado nesses locais, que o smartphone recebe as instruções via LiFi, abrindo um mapa do local ou um site com informações detalhadas.

O LiFi ainda é um projeto em desenvolvimento, mas por conta de sua simplicidade e possibilidade de aplicações (somado ao seu baixo custo), é possível prever que veremos essa tecnologia nas nossas vidas em breve.