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A Microsoft conseguiu seduzir dois importantes parceiros na Ásia para a expansão do Windows 10 nas plataformas móveis: ninguém menos que a Lenovo e a Xiaomi.

A Lenovo finalmente via apostar com smartphones Windows. A empresa prometeu lançar algum produto com o sistema da Microsoft na Mobile World Congress 2014, e até agora, nada. Porém, com a chegada do Windows 10, parece que “agora vai”.

Seu primeiro dispositivo será lançado na China, pelas mãos da operadora China Mobile. O modelo chega junto com o Windows 10, no meio do ano, e com um dispositivo com especificações simples (tela de 4.5 polegadas e chip Snapdragon de linha média). Ao que tudo indica, eles vão apostar no segmento de telefones com preços acessíveis.

A Xiaomi (ou Mi) é outra que merece destaque. Eles estão testando o Windows 10 no seu modelo Mi4, e uma de suas iniciativas é criar um programa para escolher alguns usuários do dispositivo para ajudá-los nos testes.

Esse grupo de usuários terá acesso a uma versão do Windows 10 funcional no Mi4 (Technical Preview), que deve se transformar em versão final no ato do lançamento do sistema. Os avanços e retroalimentação do software será feito diretamente pela Microsoft.

Isso não quer dizer necessariamente que uma versão do Mi4 com Windows 10 vai chegar ao mercado. Mas a associação existe desde já, e a lógica diz que tem que ter algum resultado futuro, cedo ou tarde. É cedo para dizer que uma empresa especializada na personalização produza um smartphone com Windows, mas vamos esperar.

Nenhuma das empresas envolvidas revelam maiores detalhes sobre os seus testes, mas veículos próximos da Xiaomi comenta que a ideia é eliminar o Android para colocar o Windows 10 nesses smartphones, sem um “dual boot”. A ideia agrada e muito a Microsoft, que tentou essa estratégia em mercados pontuais, como na Índia.

A Microsoft parece ter grandes planos, indo além de criar uma ROM com a Xiaomi. Eles querem chegar a mais dispositivos do mercado, mas começaram por essa empresa por conta da grande comunidade, e pela facilidade na retroalimentação para o desenvolvimento do software.

A Xiaomi parece deixar claro que esse não é um movimento estratégico para crescer em outros mercados, mas que com o Android eles encontram mais problemas para esse crescimento. Para eles, é oferecer mais um opção de ROM para os seus seguidores.

Via Microsoft