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A corte central de Seul (Coreia do Sul) condenou Lee Jae-Yong, atual vice-presidente e herdeiro da Samsung, a cinco anos de prisão.

A alta corte sul-coreana o considerou culpado das acusações de corrupção, suborno e apropriação em débita, em uma pena menor do que os 12 anos de prisão pedidos pelas autoridades locais.

Na sentença, é mencionado o fato dos funcionários da Samsung mentir nos depoimentos a favor do seu chefe, os laços corruptos que vinha mantendo com o governo local e da mesma prática das demais corporações no pais. É um típico crime de corrupção, derivada de uma aliança entre a política e os negócios.

Lee Jae-Yong é o líder de fato da Samsung, e herdeiro da empresa depois do falecimento do seu pai, vítima de um ataque do coração. Lee foi preso no começo de 2017, com surgimento de um escândalo protagonizado pela presidente do país, Park Geun-hye e sua amiga e assessora, Choi Soon-sil, conhecida como “a Rasputina” sul-coreana.

A Rasputina enfrenta processos que podem resultar em prisão perpétua, enquanto que outros diretores da Samsung foram condenados a quatro anos de prisão. Já alguns diretores foram condenados, mas não serão presos, pois suas penas estão suspensas.

 

 

O tribunal considerou que está provado que o herdeiro da Samsung concedeu 32 milhões de euros para fundações sem fins lucrativos controladas por Choi Soon-sil, para obter favores políticos dos mais alto escalão do governo, como a aprovação em 2015 da fusão das empresas vinculadas à Samsung e, em último extremo, ajudar a tomar o controle da companhia.

É difícil prever as consequências desse evento para a Samsung e, em geral, para uma cultura corrupta entre o poder político e as grandes empresas, que foi o que permitiu o crescimento econômico que deixou corruptos milionários. Se até agora isso era “consentido” pelos órgãos judiciais (acusada de ser extremamente complacente nos casos anteriores), os cinco anos de prisão para o vice-presidente e herdeiro da Samsung podem ser um ponto de inflexão.

Lee pode recorrer da sentença, mas ele seguirá preso até a audiência de apelação acontecer.

 

Via NYTimes