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Sim, ele mesmo. Kim Dotcom, o homem que criou o Megaupload, que se tornou um serviço tão popular que foi fechado à força por causa de problemas legais. Depois, chegou o Mega, um novo serviço de alojamento de arquivos que preza pela máxima privacidade, além de ser totalmente legal. Porém, ele não atingiu o mesmo êxito do serviço anterior com o atual. Mas isso pode mudar em breve.

Segundo o site ZDNet, Dotcom está preparando um serviço de correio eletrônico confidencial e totalmente seguro, aproveitando a nuvem de desconfiança que paira sobre os sistemas atuais, por causa da vigilância exercida pelo governo dos Estados Unidos, no esquema revelado pelo analista de inteligência, Edward Snowden.

Muito além de desenvolver uma plataforma de e-mail totalmente segura, Dotcom também vai estrear um serviço de VoIP, que também seguirá os padrões do Mega. Desta forma, ele vai tentar lidar com a Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos, e assim, fazer frente ao polêmico projeto PRISM, que tanto se discute nos últimos tempos. O serviço pode estar pronto em poucos meses, mas a sua disponibilidade para o grande público só seria anunciada em 2014.

Por outro lado, o projeto é muito ambicioso. O Mega é um serviço que utiliza uma encriptação de ponta a ponta. Ou seja, a informação é codificada do ponto inicial, e a partir daí, ela pode viajar através de canais inseguros, para que finalmente o cliente de destino se encarregará em descodificá-la.

Até aí, tudo parece ser muito simples. Porém, o principal problema está no fato dos e-mails enviados através de outros serviços, diferentes do Mega. Mas apesar dessa dificuldade técnica, eles não pensam em lançar o serviço até que esse processo seja totalmente simplificado, ou até mesmo transparente para os usuários finais.

Também é importante destacar que os serviços não estarão localizados no território norte-americano, de modo que, inicialmente, parece que os dados se manterão à salvo. O serviço de e-mail de Kim Dotcom só tem uma data inicial prevista para 2014. Porém, a grande complexidade técnica do serviço pode promover alguns atrasos.

Via ZDNet