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O fundador do WikiLeaks Julian Assange vai abandonar amanha (5) a embaixada do Equador em Londres (Reino Unido), e ao que tudo indica, será preso tão logo coloque os pés fora da sede diplomática, onde está refugiado nos últimos três anos.

Assange espera que um grupo de trabalho que cuida das prisões arbitrárias (WGAD) das Nações Unidas decida se a ordem de prisão é legal ou se viola os seus direitos, tal como argumentou o fundador do WikiLeaks. Para muitos, ele é considerado um preso político, sem perdão pela publicação de dados anônimos e documentos vazados pelo seu site, que revelaram os mais sujos comportamentos da política mundial.

Um juiz britânico aprovou a extradição de Snowden para a Suécia por um caso que nada tem a ver com o WikiLeaks, mas sim acusações de violência sexual. Assange foi indiciado em agosto de 2011, e depois de uma investigação, foi absolvido pouco depois. Posteriormente, quando o WikiLeaks voltou a publicar material comprometedor, a justiça sueca reabriu o caso.

Coincidência? Eu acho que não…

Assange negou as acusações por diversas vezes, garantindo que a medida sueca tem motivações políticas, alertando que havia um jogo sujo contra ele. Seus advogados alegam que ele não terá um julgamento justo naquele país, e que a denúncia apenas persegue sua extradição para os Estados Unidos, onde ele também é acusado de espionagem, podendo até ser condenado à morte.