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Callum Haywood, um jovem britânico de 22 anos de idade, foi preso em 2014 por estar envolvido em diferentes sites e ferramentas vinculadas com o uso do proxy. Ele recebeu uma lista de acusações que podem lhe custar até 44 anos de prisão.

 

Os serviços de proxy estão cada vez mais populares, principalmente depois do anúncio da Netflix que passou a bloquear acessos não autorizados pelos usuários internacionais. A empresa não quer que os usuários acessem conteúdos que não estão disponíveis oficialmente em seus países de origem. Alguns usuários mais habilidosos ainda conseguem fazer isso sem problemas ou restrições mais enfáticas.

O Reino Unido é um dos países que mais levam a sério o controle dessa prática. Lá, o uso de proxys e outras ferramentas similares que permitem superar tal bloqueio pode trazer problemas. Mesmo que o jovem não pegue a pena máxima, não resta dúvidas que o fato pode se resultar em uma pena que pode sim ser considerado pesada por um delito que muitos encaram como “inofensivo”.

Isso pode mostrar o absurdo que chega a cruzada pelo controle da pirataria no Reino Unido. Lá, alguém pode receber uma pena maior do que aquele que comete um assassinato, ou roubo qualificado ou até mesmo um estupro. De fato, não estou aqui defendendo quem viola as leis em outros países. Mas é necessário haver um pouco de critérios antes de sair condenando pessoas por crimes onde o prejuízo resultado pelo crime é mínimo, afetando praticamente ninguém.

Via SlashGear