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O iPhone de San Bernardino a recusa da Apple em cumprir a ordem judicial de hakeamento seguem em evidência no noticiário tecnológico. Unindo-se aos responsáveis pela Google e WhatsApp, o grupo Reform Government Surveillance (RGS) (que inclui Microsoft, AOL, Dropbox, Evernote, Facebook, Google, Apple, LinkedIn, Twitter e Yahoo) emitiram outra declaração de apoio a Apple.

O apoio em geral é majoritário nas gigantes de tecnologia e meios de comunicação, entendendo que o caso vai muito além de hackear um simples iPhone, e o caso pode ser essencial no eterno debate sobre a privacidade e segurança, e a ideia de que o terrorismo não pode ser desculpa para violar os direitos considerados fundamentais de qualquer pessoa.

No meio desse turbilhão todo, temos um novo personagem: John McAfee (que, para quem não sabe, é candidato à presidência dos Estados Unidos), o fundador da empresa de segurança do mesmo nome, escreveu no Business Insider um artigo de opinião sobre o iPhone de San Bernardino.

McAfee defende também a postura da Apple, e vai além, comentando que “as backdoors que pretendem implantar o governo seria um beneficio para os piratas informáticos e para os inimigos da nação (russos e chineses), que fariam o que quisessem com nossos códigos nucleares e chaves de todas as nossas armas de guerra”.

Palavras de McAfee:

“É um dia negro e o princípio do fim dos Estados Unidos como potencia mundial. Uma vez mais, nosso governo escolheu não escutar as mentes que criaram as colas que mantém esse mundo unido”.

McAfee afirma que o governo está “ordenando um desarme dos já antigos sistemas de cibersegurança e ciberdefesa”, e pede para a Apple “proteger décadas de avanços em segurança que protegem os clientes e aos cidadãos”.

Ele disse muita coisa, mas o que chama a atenção é a sua oferta ao FBI:

“Eu, de forma gratuita, decifrarei a informação do iPhone de San Bernardino, com a minha equipe. Vamos utilizar principalmente engenharia social, e isso levará três semanas. Se aceitarem a minha oferta, não terá que pedir para a Apple a colocação de um backdoor em seu produto, o que seria o princípio do fim da América”.

Via Business Insider