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No ato do lançamento do Xbox One, tivemos novidades em diversos aspectos, inclusive no modelo de comercialização dos jogos. Naquele momento, era lançado o Killer Instinct para o console, jogo que adotava o modelo de distribuição “Free-To-Play”, permitindo que os jogadores aproveitassem o “básico” e, se quisessem, comprariam as melhorias e novos personagens do jogo.

A tendência é que o Free-To-Play não seja mais um conceito exclusivo para smartphones ou tablets. Os desenvolvedores de jogos para consoles tradicionais (Xbox One, PS4, Nintendo Wii U) se deram conta da oportunidade que estão perdendo, além de assumirem outra realidade: a que a nova geração de gamers pedem por esse tipo de jogos.

Anúncios como Fable: Legends contarão com essa filosofia, e a Sony prepara para o PS4 uma leva de jogos Free-To-Play, demonstrando que é possível atender a esse novo público. A Nintendo, que prepara mudanças importantes para os próximos meses, vai seguir pelo mesmo caminho.

Damion Shubert, que trabalhou por anos no MMO Star Wars: The Old Republic, disse para o Wired que o modelo Free-To-Play chegou nos consoles para ficar, destacando que “parece absurdo pensar que alguns gêneros cobravam dinheiro por jogos em caixas em algum momento. Jogos como League of Legends parecem estar tão ligados a esse conceito do grátis, que seria quase impossível vendê-lo em uma caixa”.

Obviamente, essa vertente de jogos tem um risco: dos jogos gratuitos sejam apenas uma atalho para levar ao jogador a pagar, mais cedo ou mais tarde – e que o façamos de forma interativa -. Pior: uma leva de jogos Free-To-Play que inundem o catálogo de jogos premium, com desenvolvimento de qualidade e jogabilidade discutível, mas que sejam “suficientemente bons” para esse público que antes só tinha acesso aos jogos que custavam entre R$ 99 e R$ 199.

É claro que esse dinheiro todo não garante necessariamente um jogo perfeito ou fantástico, e a história dos videogames tem vários exemplos a nos contar.

Veremos então o que essa nova era do Free-To-Play nos reserva para os consoles. Que o futuro seja realmente tão promissor como se esboça.

Via Wired