zuckerberg

Que os regimes totalitários que ainda existem no mundo ou certos governos (alguns eleitos democraticamente) não gostam muito das redes sociais e outras formas alternativas de comunicação entre pessoas não é nenhuma novidade. Vide o que aconteceu recentemente na Turquia e na Rússia. Agora, o motivo pelo qual o governo iraniano bloqueou o WhatsApp é algo, no mínimo, esdrúxulo.

Abdolsamad Khorramabadi, chefe do Comitê de Crimes de Internet no Irã, justificou a decisão do bloqueio do acesso ao WhatsApp porque o aplicativo estão nas mãos de um “americano sionista”. Para esclarecer: “sionismo” é um termo ligado aos judeus, e o americano em questão é, ninguém menos que Mark Zuckerberg, criador do Facebook e dono do WhatsApp a, pelo menos, dois meses.

Um bloqueio sem pé nem cabeça

A decisão do bloqueio do WhatsApp acontece depois do bloqueio do WeChat no país, e depois dos protestos ocorridos no país entre 2009 e 2011. Desde então, muitos foram os ativistas que começaram a utilizar ferramentas como Twitter, Facebook ou blogs para fazer suas ideias chegarem aos seus compatriotas.

Por conta disso, o Irã começou a pensar seriamente na ideia de criar uma “internet própria”, a Hala Net, com o objetivo de fechar completamente o acesso à internet no país, onde os iranianos só poderiam acessar conteúdos aprovados previamente pelo governo local.

O bloqueio do WhatsApp pode ser o primeiro passo, já que também está no ar o possível bloqueio do Twitter e do Facebook. O mais curioso de tudo é que além de decidir bloquear o WhatsApp por estar nas mãos de Zuckerberg quando o Facebook até agora não foi bloqueado, são muitos os altos mandatários do regime dos aiatolás que possuem contas nas duas redes sociais, utilizando as mesmas de forma ativa e frequente, com fins propagandísticos de suas ideias políticas.

Já pensou se a moda pega?

Via Fox News