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O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em janeiro de 2016 que “ia obrigar” a Apple “a fabricar seus malditos computadores nos EUA”. Muita gente falou que isso era uma besteira de quem não entendia do que estava falando.

Até Tim Cook tentou frear o ímpeto do candidato, que no final das contas teve que se render ao óbvio: a missão é hercúlia.

Trazer a fabricação do iPhone para os Estados Unidos seria um esforço titânico, que traria um impacto direto no preço final do produto. Os mais pessimistas afirmam que o valor final do produto saltaria de US$ 600 para US$ 2.000.

 

 

A complexidade de um iPhone “Made in California”

 

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O grande problema está na pesada logística de migração de produção do produto.

Com a quantidade de componentes que precisa este dispositivo, vários fabricantes chineses trabalham em uma singular harmonia para que a montagem final aconteça sem problemas.

Some à isso os custos dos componentes que compõem um iPhone, o preço final do produto pode simpelsmente disparar.

Há algumas previsões menos alarmantes.

Se o iPhone fosse montado nos Estados Unidos, mas com componentes vindos dos atuais provedores, o preço só aumentaria em US$ 40.

Se os componentes também viessem do país ianque, o aumento seria maior, onde um iPhone 6s Plus que originalmente custa a partir de US$ 749 poderia custar até US$ 849.

Porém, todas essas análises não levam em conta outro aspecto fundamental: produzir o iPhone nos Estados Unidos pede que pessoas se envolvam no processo de produção.

Na China, há 150 mil pessoas dedicadas ao ciclo de produção, e contar com instalações para abrigar essa quantidade de funcionários já seria um projeto muito difícil de abrigar.

É claro que Trump pode oferecer isenções fiscais para reduzir o preço final do produto.

 

Via Business Insider